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Fostter Riviera: "Os Portugueses gostam de fazer sexo de meias brancas"

O mais internacional actor de pornografia gay português concedeu uma entrevista exclusiva ao dezanove.pt aquando da sua última visita a Portugal. Fica a par do que pensa este jovem de 24 anos profissional da indústria cinematográfica do sexo e em que algumas das palavras de catalogação dos seus filmes seriam kinky, nasty, pig fucker.

 

dezanove: O que vieste fazer a Portugal?

Fostter Riviera: Vim fazer sexo! (risos) Sexo ao vivo e a cores. Vou mostrar como a homossexualidade pode ser vivida em Portugal, neste caso no Construction (a 28 de Dezembro).

 

Como surgiu este convite?

Surgiu na sequência da minha última entrevista ao dezanove e depois de ter falado com o meu agente. Senti essa necessidade. Se outros actores, como David Ávila, já vieram cá, caramba, ‘sou português e tenho de ir ao eu país’, pensei.

 

Que projectos tens a curto e médio prazo? Fala-nos do filme que queres produzir em Portugal.

Abri recentemente o meu próprio estúdio, o Fostter Riviera Productions, e o Fostter On Tour é o meu bebezinho. Quero gravar um filme inteiramente em Portugal, só com actores portugueses de Norte ao Sul e com imagens emblemáticas do nosso país como a Avenida dos Aliados ou a Torre dos Clérigos. Vai ser a primeira vez que se vai poder mostrar desta forma Portugal ao mundo. Toda a gente diz que os Portugueses são os melhores na cama, que têm os melhores pénis, mas ninguém os vê. O objectivo é gravar no Porto (abriu um Hotel Intercontinental na cidade e é um sítio excelente), em Coimbra e em Lisboa.

 

E os hotéis vão aceder ao vosso pedido de gravação?

Achas que nós vamos perguntar? (risos) Nós alugamos o quarto para uma noite e já está.

 

Ultimamente os Portugueses da indústria pornográfica estão na moda. Falou-se muito da Érica Fontes, que foi a personalidade mais pesquisada nos motores de busca no último ano em Portugal. Como consideras que os Portugueses encaram a pornografia?

A pornografia para heterossexuais sempre existiu, a Playboy e o Sexy Hot. As sex shops sempre tiveram coisas para heterossexuais. Material para gays é relativamente recente, só existe agora a Mr. Woof. Pornografia gay toda a gente vê na internet porque é gratuita, ninguém paga, ninguém quer pagar e até me mandam links dos meus filmes no Utorrent.

 

Como defines o perfil do português que consome pornografia?

O português faz muito o que vê, não faz o que gosta. Eles pensam que o sexo bruto é sexo bom. Acho que os Portugueses estão a crescer. Saem das redes sociais, no meu tempo era só Gaydar. Agora ninguém dá, ninguém leva (risos), e avançam para sites como o Xtube e o Xvideo. Mas se lhes falarem de mundo fetichista gay ainda têm muitos preconceitos e não aceitam, pensam que ser fetichista é louco.

 

É por isso que vieste a Portugal?

Sim, venho representar a Mister B numa noite fetichista (28 de Dezembro). Não vai ser sexo numa cama, vai ser sexo com leather, sports wear, etc. Vai ser para mostrar que o fetiche não é nada mais do que uma atracção pelo que usas na pele, não só o que fazes com a pele. Podes fazer fisting com leather e nesse caso tens dois fetiches. Geralmente toda a gente gosta de usar meias no sexo. Uma coisa que reparei é que os Portugueses gostam de usar meias brancas. E eu detestava isso. Foi preciso o meu ex-namorado ser fã de sneakers para eu começar a usar. São os fãs de gym wear.

 

Os portugueses gostam assim tanto de fazer sexo de meias brancas?

Em geral gostam, não interessa a cor. Eu tenho muitos parceiros de fisting em Portugal e eles gostam imenso.

 

Trabalhas com muitos Portugueses na Alemanha?

Temos um actor novo português recente que é da ilha da Madeira. Ele quis ser um Fostter eu disse que o ensinava a ser atraente sem ser puta, porque ninguém quer ver um filme que toda a gente teve na mão. Ser puta não vinga nesta profissão.

 

Como conjugas a tua vida pessoal e profissional? Agora que tens namorado, há ciúmes?

Antes de ser actor porno já tinha a mania de ser vedeta. E para ser actor porno é preciso saber que nos estamos a expor ao máximo e querer ser vedeta, pensar que somos uma estrela. O que para mim para é banal pode ser usado pelo mundo como uma arma contra ti, como foi o caso de ter falado de bareback na última entrevista. Em relação ao namorado não há nenhum problema. Tenho uma relação fechada. Não faço sexo a torto e a direito. Ao contrário do que me pedem, não acordo às 9 da manhã para me masturbar a pedido no Skype.

 

Então fala-nos de como é ser actor gay?

Para ser actor porno é preciso criar uma ideia para milhões de pessoas. Tens de saber que atrás da câmara estão pessoas que têm de acreditar que nas cenas há amor ou muito prazer. E às vezes estão! Não vou mentir, mas a maioria das vezes o prazer advém de saber que os meus seguidores se masturbam a ver-me, por exemplo. Mas também é ter responsabilidade social. Não gosto de falar de drogas, mas se vou a Amesterdão e fumo uma ganza não vou partilhar isso no Facebook porque sei que tenho jovens com menos de 18 anos que fazem exactamente o que eu faço. Mas também há pessoas com mais de 40 anos que fazem o mesmo, porque não pensam. Eu quero deitar-me à noite na minha vida privada sem me lembrar da minha vida pública, sem peso na consciência.

 

Isso leva-nos à próxima pergunta, que está relacionada com a polémica gerada por participares em filmes de bareback. Como respondes às pessoas que te criticam por esta prática de sexo anal desprotegido?

Eu gosto quando as pessoas me criticam com mais de duas linhas porque significa que têm argumentos. Quero frisar que eu não promovo o sexo bareback em privado. O que nós fazemos nos filmes é tudo controlado. Não promovo as infecções, sífilis, gonorreia, etc. Reparem, eu tenho o meu namorado. Não quero estar a gravar e quando chegar a casa pôr o meu namorado doente. Eu faço este tipo de filmes porque vendem mais. A Zara não faz casacos pretos ao calhas. Eles sabem que só vendem casacos se forem pretos, se forem cor-de-rosa não. Em relação ao que as pessoas criticam percebo perfeitamente, mas em Portugal, sobretudo em Portugal, as pessoas deveriam fazer mais o teste do que criticar. Eu faço uma representação.

As pessoas devem fazer o teste, porque tudo é bareback. Uma mamada é bareback e há preservativos de sabores morango, banana, etc. Rimming pode ser bareback e as pessoas acham que bareback é apenas penetração sem preservativo. Porque não chamamos bareback às lâminas de barbear que também infectam? A responsabilidade está no evitar da transmissão de um vírus.

 

Continua a ler a segunda parte da entrevista a Fostter Riviera em breve aqui no dezanove

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