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7 factos sobre o World Pride Madrid que deves conhecer

 

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Para se ter uma ideia das implicações logísticas de organizar um evento da dimensão do World Pride Madrid, a capital espanhola teve cinco anos para se preparar para receber a maior celebração do Orgulho LGBT do mundo. A programação estendeu-se por uma semana, envolvendo as actividades oficiais do World Pride, da autarquia e do governo regional, a par de várias festas e eventos paralelos.

  

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1. 300 milhões de euros. A Confederação do Comércio Especializado de Madrid estima que o World Pride tenha representado um aumento de 300 milhões de euros de facturação nos estabelecimentos comerciais da cidade, graças aos três milhões de pessoas que participaram nos eventos entre 23 de Junho e 2 de Julho. Cada pessoa que veio de fora de Madrid terá gasto entre 200 a 250 euros só em lojas ou restaurantes. A parte comercial do World Pride era mais que evidente. Na Gran Via e nas Puertas del Sol destacavam-se os anúncios com arco-íris da Vodafone e do Netflix. O desfile de Sábado integrou mais de 50 autocarros patrocinados por marcas ou instituições. Os canais TeleMadrid (regional) e La Sexta (nacional) transmitiram a marcha de Sábado.

 

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2. Políticos. Pela primeira vez o Partido Popular integrou a marcha de Madrid, onde estiveram um milhão de pessoas a assistir. Foi, aliás, a primeira vez que o partido de Mariano Rajoy foi convidado para participar na manifestação. Recorde-se em 2005 o PP, após a aprovação do casamentos entre pessoas do mesmo sexo, recorreu da votação para o Tribunal Constitucional, com a esperança que a lei não entrasse em vigor. Em 2012 o tribunal considerou que o recurso não tinha fundamento. Agora, entre os representantes do PP na marcha estava Javier Maroto, vice-secretário da Política Social e Sectorial, que é das poucas figuras do partido assumidamente homossexual. O desfile terminou na Plaza Colón, onde aguardavam pela chegada dos participantes Manuela Carmena (presidente da Câmara eleita por uma lista próxima do Podemos) e Cristina Cifuentes (presidente da Comunidade de Madrid, eleita pelo PP). Entre os 52 camiões e autocarros que integravam o desfile estavam os de partidos como o PSOE, Podemos e Ciudadanos.

 

3. Orgulho da Periferia. Era um evento paralelo ao programa oficial, que juntou associações e colectivos que tinham como objectivo apresentar um Orgulho mais próximo dos cidadãos e menos consumista. “Celebramos o que somos onde é mais difícil sê-lo”, defenderam os organizadores, contrapondo à realidade que se vive, por exemplo, no bairro de Chueca. A iniciativa arrancou no ano passado em três bairros da capital espanhola, desta vez foram foram 11 bairros com programação do Orgulho alternativas paralela. Dos bairros de Villaverde, Fuencarral e Carabanchel-Latina saíram grupos de manifestantes que se juntaram à marcha de Sábado, formando um bloco de críticos do orgulho oficial e do apoio de marcas.

 

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4. #Markyourpride. Foi uma acção de activismo digital que decorreu no Instagram. A organização do World Pride pediu aos participantes que, quando publicassem fotos da marcha naquela rede social, localizassem a imagem como sendo tirada na Praça Vermelha, em Moscovo. Esta seria a forma de sublinhar a repressão de que são alvo as pessoas LGBT na Rússia. A ideia era encher, pelo menos no Instagram, a capital da Rússia das cores do arco-íris.

 

5. Direito a doar sangue. Como em vários países os homossexuais estão proibidos de doar sangue ou sujeitos a um longo período de abstinência sexual para poderem ser doadores, como é o caso de Portugal, 13 hospitais de Madrid estiveram disponíveis para receber doações de visitantes estrangeiros.

 

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6. História do activismo. O World Pride Madrid coincidiu com o 40º aniversário da primeira manifestação em prol dos direitos LGBT em Espanha. Ocorreu em Barcelona em 1977, percorrendo as Ramblas para reivindicar o fim das leis do tempo da ditadura franquista que perseguiam os homossexuais. A exposição “Subversivas. 40 años de activismo LGTB en España” fica patente no CentroCentro (Palacio de Cibeles) até 1 de Outubro e conta detalhamente a história do movimento LGBT do país vizinho. Outras exposições que integravam a programação do World Pride ficarão em exibição durante as próximas semanas ou meses.

 

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7. O que se segue. Coincidindo com os motins do bar Stonewall, Nova Iorque vai receber em 2019 o World Pride. Entretanto, no próximo ano será a vez da Suécia receber o EuroPride que, pela primeira vez, será dividido pelas cidades de Estocolmo e Gotemburgo. Sim, poucas pessoas repararam, mas Madrid recebeu nestes dias, em simultâneo com o World Pride, o EuroPride.

 

Todas as fotos do World Pride Madrid aqui