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Q: Viola di Mare - transgressão em nome do amor (vídeo)

Baseado em acontecimentos reais, Viola di Mare mostra-nos a história de amor de duas mulheres que vivem numa pequena ilha perto da Sicília. Tal como no filme de estreia do festival, também desde tenra idade as personagens se apaixonam e trocam olhares cúmplices.


Mergulhada numa família disfuncional, desde cedo Angela (Valeria Solarino) transgride o seu “esperado” papel. Corajosa e rebelde é dela que parte o beijo que suscita a dúvida de Sara (Isabella Ragonese), a sua melhor amiga de infância, e entretanto regressada à ilha de paisagens soberbas. É onde Angela esclarece Sara que só existe um tipo de amor. Não é o que pensam os progenitores de ambas que as forçam, mesmo ao jeito do século XIX, a casar com um bom marido.


A simbologia presente em todo o filme apresenta-se como um factor chave. O constante conflito entre o bem e o mal fazem daquela ilha o cenário de uma tormentosa história e o papel de carcereiro é desempenhado pelo pai de Angela, que a considera, ele próprio, uma aberração. E se para viver a liberdade, alegadamente impossível, for necessário fazer o impensável, Angela fá-lo.


O filme levanta ainda a questão da opressão sobre as mulheres bem como o desejo da homoparentalidade e o que isso pode custar.


O grande trunfo da película surge na fotografia das paisagens italianas. Os 105 minutos realizados por Donatella Maiorca repetem segunda-feira, 20 de Setembro às 17h00 na Sala 1.


Paulo Monteiro

          

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