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A história de Marcela e Elisa passou pelo Porto e vai dar um filme no Netflix (com vídeo)

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O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado em Espanha a 3 de Julho de 2005, tendo três dias depois sido realizado o primeiro casamento civil entre Emilio Menéndez e Carlos Baturin.

No entanto, em 1901, Marcela Gracia Ibeas e Elisa Sánchez Loriga conseguiram ser o primeiro casal de pessoas do mesmo sexo a contrair casamento no país vizinho. Segundo os relatos da época, Elisa surgiu na igreja vestida com roupas masculinas e apresentando-se como Mario Sánchez, nome que aliás consta do assento de matrimónio. O casamento religioso recorreu em San Jorge (Galiza). Mais tarde, após denúncias, o casamento foi anulado e iniciou-se a perseguição ao casal.
Esta história vai agora dar origem a um filme, produzido pelo Netflix e realizado por Isabel Coixet. O filme vai relatar a história do casal que se conheceu na Escuela Normal de Maestras, na Corunha, em 1885. Marcela estudava para ser professora, enquanto Elisa trabalhava na instituição. O pai de Marcela, apercebendo-se da relação, obriga a filha a ir para Madrid. Meses depois reencontram-se e começam a viver juntas.
Quando foi revelado que afinal se tratava de um casal de pessoas do mesmo sexo, Marcela e Elisa perderam o trabalho, foram excomungadas e começaram a ser perseguidas pelas autoridades. As duas mulheres estiveram depois em Vigo e no Porto. A partir daí não há certezas sobre o que lhes aconteceu. Há quem refira que emigraram para a Argentina, que Elisa se casou com um comerciante dinamarquês, 25 anos mais velho que ela, ou então que se suicidou. Existem ainda relatos de que Marcela chegou à Argentina com um bebé ao colo.