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As séries LGBT do ano

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Este ano o dezanove decidiu escolher as melhores séries (ou as suas respectivas temporadas) do ano. Foi um ano de grande diversidade e criatividade. Mas também houve uma desilusão. Eis a lista:

As séries do Netflix:

- “Sense8” (2015– ), Netflix

Criado pelos irmãos Wachowski (Andy e Lana) e por J. Michael Straczynski a série do Netflix foi uma das sensações do ano. Não só devido a uma determinada cena de sexo (ver vídeo), como também pelo tema e história abordados. A história segue oito pessoas, entre elas um actor mexicano gay armariado que mora com o namorado e a história de uma mulher transexual que namora com outra mulher.

 

- “Grace and Frankie” (2015– ), Netflix

Criada por Marta Kauffman (criadora da série “Friends”) e Howard J. Morris esta sitcom segue as ex-mulheres de dois homens que se apaixonam e decidem casar. A sua estreia no canal de streaming foi bastante discreta, mas a série surpreende. A abordagem do amor homossexual numa idade mais avançada é fresca e actual. E a interpretação de Lily Tomlin (nomeada para Melhor Actriz Musical/Comédia para os Globos de Ouro 2016) é maravilhosa.

 

- “Orange Is The New Black” (2013–), Netflix

É um dos pesos pesados do canal. É uma série que tanto é nomeada para prémios em Drama como para Comédia. A terceira temporada, exibida este ano, foi das mais comentadas nas redes sociais. Recebeu um Emmy (Melhor Actriz Secundária Drama para Uzo Aduba) e mais três nomeações. Está nomeada para Melhor Actriz Secundária em Série/Mini-Série/Telefime (Aduba) e Melhor Série Musical/Comédia nos Globos de Ouro 2016.

 

As séries documentais:

- “I Am Cait” (2015– ), E! Entertainment Television

Caitlyn Jenner é sem dúvida uma das figuras incontornáveis do ano. É já icónica a capa que fez para a Vanity Fair. Fez um dos discursos mais inspiradores quando agradeceu o prémio Arthur Ashe na cerimónia dos ESPYS pela sua coragem. Adjudicada para mais duas temporadas a série segue o processo de transição de género e o dia-a-dia da agora Caitlyn.

 

- “I Am Jazz” (2015– ), TLC

Jazz Jennings tem 15 anos e é uma adolescente como outra qualquer: vai à escola, estuda, joga a bola, diverte-se com as amigas, mas é também transexual, activista dos direitos das pessoas transgénero e intersexo e uma dos 30 jovens mais influentes do mundo, segundo a revista Time. A série segue a sua vida.

 

A série do HBO:

- “Looking” (2014–2015), HBO

Milhões (sim, milhões!) de fãs em todo o mundo ficaram atónitos, incluindo os actores e o criador da série (Michael Lannan) quando o canal HBO anunciou que a segunda temporada seria a última. O protesto foi de tal ordem que o canal decidiu fazer um telefilme para concluir a história dos personagens. “Looking” é uma das melhores séries do canal dos últimos cinco anos.

 

A série do Amazon:

- “Transparent” (2014– ), Amazon Studios

A segunda temporada acabou há dias de ser transmitida (11 de Dezembro) e a série continua a ser uma das melhores, com um argumento actual, fresco e vivo. Criada por Jill Soloway que se socorreu do seu caso pessoal para dar vida a esta pérola e interpretada por um Jeffrey Tambor que está como peixe na água, a série é arrebatadora. Vencedora de cinco Emmys, e de dois Globos de Ouro em 2015 e nomeado para mais três Globos em 2016.

 

A série australiana:

- “Please Like Me” (2013–), ABC2

Esta série australiana sobre a aceitação e a aprovação pessoal já vai na sua terceira temporada. Tem surpreendido e arrebatado corações a cada ano que passa. É um achado, um bombom, um pequeno óvni no vasto mundo do entretenimento televisivo mundial. A série segue as peripécias de Josh, dos seus pais e amigos, na sua nova vida como homem homossexual. Tem vencido vários prémios na Austrália.

  

As séries britânicas:

- “Cucumber” / “Banana” / “Tofu” (2015), BBC4

Criadas por Russell T. Daves, que nos trouxe a icónica “Queer As Folk”, estas séries, de temporada única, trouxeram novidade e interpretações surpreendentes. As três séries são como um tríptico: “Cucumber” é a série dramática que segue a nova vida de um homem gay de meia idade na actual e moderna Manchester; “Banana” é a cómica e celebra o amor sem etiquetas através de oito histórias; “Tofu” é a documental focada na visão do sexo do século XXI. Quase todos os actores participam nas três com as mesmas personagens. Genial, não?

 

A veterana (e também a desilusão):

- “Uma Família Muito Moderna” (“Modern Family”, 2009–), ABC

Esta série não precisa mesmo de apresentações, toda a gente a conhece. Já vai na sua sétima temporada, já deixou de ser nomeada para prémios e já acusa muito cansaço. A maioria das séries americanas sofre deste mal: são espremidas até ao tutano e rapidamente esgotam a fórmula. Podem até ser muito boas no início, mas à quarta ou quinta temporada, se os criadores (Steven Levitan e Christopher Lloyd) e responsáveis nada fizerem, a série morre…

 

Luís Veríssimo

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