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Nem na mata se encontram histórias assim

Brasil lidera o ranking mundial de violência contra pessoas LGBTI

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Já há quem fale em genocídio LGBTI no Brasil. Segundo o relatório do Grupo Gay da Bahia, 318 pessoas foram assassinadas em 2015.


A um mês dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, que começam a 5 de Agosto, o The New York Times dá o alerta, numa reportagem  intitulada "Brasil enfrenta uma epidemia de violência anti-gay". Cerca de 1600 pessoas LGBTI morreram em ataques motivados pelo ódio nos últimos quatro anos e meio, de acordo com o Grupo Gay da Bahia, que acompanha, documenta e relata estas mortes através do site "Quem a homotransfobia matou hoje?". Os dados expostos no relatório, publicado em Maio e referentes a 2015 são preocupantes: 318 pessoas foram assassinadas, 52% eram gays, 37% travestis e transsexuais, 16% lésbicas, 10% bissexuais, 7% heterossexuais confundidos com gays e 1% amantes de travestis e transsexuais.
Ao mesmo tempo que a homofobia é crescente, o Brasil é um país de contradições nesta matéria. São Paulo é a cidade onde acontece a maior marcha LGBT do mundo; o Carnaval é visto como uma libertação sexual da população; desde a ditadura militar que os vários governos têm introduzido políticas de defesa das minorias; foi o primeiro país da América Latina a reconhecer a união de casais do mesmo sexo para fins de imigração; foi um dos primeiros a permitir a adopção para casais do mesmo sexo; e foi um dos primeiros do mundo a disponibilizar medicamentos antirretrovirais às pessoas com VIH. O The New York Times sugere que, num país aparentemente acostumado com a criminalidade, o combate aos crimes de ódio é impedido pela cultura machista e pelo poder da religião existentes no Brasil.
A publicação norte-americana relata também que "enquanto que os americanos têm debatido ferozmente como responder ao massacre ocorrido na discoteca Pulse em Orlando, Florida, os brasileiros são confrontados com a sua própria epidemia de violência anti-LGBTI; segundo alguns dados, o Brasil ganhou o inglório primeiro lugar do ranking para o país do mundo mais mortal para pessoas lésbicas, gays, bissexuais e trans".

Créditos da foto: Horta do Rosário, Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, 2013.
Luís Veríssimo