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“Chemsex”, o sexo sob efeito de drogas que está a popularizar-se (com vídeo)

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Sessões de sexo entre homens alimentadas a drogas que se podem prolongar por várias horas ou até dias. As chamadas “chemsex” são já conhecidas no Reino Unido e em Espanha. Em Portugal o termo começa a popularizar-se nos perfis das apps de relacionamentos entre gays.

 

Em Novembro o "British Medical Journal" considerou que as “chemsex” deviam ser uma prioridade da saúde pública, já que, muitas vezes, envolviam a prática de sexo desprotegido que favorecia o contágio do infecções sexualmente transmissíveis, para além dos problemas relacionados com o abuso de drogas. A sua prática é cada vez mais popular.

Em Espanha, a Federación Estatal de Lesbianas, Gays, Transexuales y Bisexuales (FELGTB) lançou agora a campanha "Practica#SafeChemSex", onde incentiva a prática de sexo seguro nestes contextos. "A 'chemsex' está fortemente relacionada com o conceito de 'sessão' que se utiliza para se referir a um evento de longa duração em que as pessoas habitualmente consomem drogas num contexto de sexo com várias pessoas, seja esse sexo em simultâneo seja sequencial”, refere a entidade, sublinhando que “enquanto uma orgia não implica necessariamente o consumo de drogas, a ideia de 'sessão' acentua o prolongamento de relações sexuais no tempo recorrendo a determinadas substâncias”. Aplicações como o Grindr têm contribuído para o fenómeno. "Com este tipo de apps, as barreiras espaço-temporais desaparecem, sendo muito fácil organizar uma sessão de 'chemsex'”, aponta a mesma entidade.

Na região de Madrid, entre os novos casos de portadores de VIH entre 2007 e 2012, 71 por cento eram de pessoas que no ano anterior tinham consumido drogas e 63 por cento de pessoas que tinham tido relações sexuais de risco sob efeito de drogas.