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E se o preservativo falar mais alto?

O artigo que vos proponho hoje não é tanto de saúde, mas não deixa de estar relacionado... Segundo um artigo da BBC, três alunos (Daanyaal Ali, Chirag Shah e Muaz Nawaz) propuseram algo inédito. Um preservativo que muda de cor quando em contacto com infecções sexualmente transmissíveis (IST).

O preservativo utilizaria o mesmo sistema que é usado actualmente nalguns testes de detecção, o ELISA. Assim, e coberto por antigénios específicos para determinadas doenças, os preservativos mudariam de cor.

Os alunos, em entrevista à BBC, explicaram que este produto não estaria apenas no exterior, mas sim no interior do preservativo, permitindo assim uma dupla detecção. Mais... para cada IST, surgiria uma cor diferente. 

"Previne que as pessoas passem por embaraços e ter de ir a clínicas, permite-lhes descobrir o seu estado na privacidade do seu lar" foi este um dos argumentos usados para a utilidade desta ideia. E embora a tecnologia possa não existir ainda, até porque o uso dum produto semelhante a este teria obrigatoriamente que ser compatível com o latex, levanta algumas questões...

- Não fará com que o uso de preservativo seja posto de parte com medo do estado do utilizador ser descoberto?

- Ao descobrir em casa existirá a coragem para recorrer a ajuda externa e especializada?

- É o direito à informação superior ao direito de confidencialidade? Se por um lado todos temos direito a saber o estado do nosso parceiro, não tem ele também o direito de o querer manter confidencial?

- Qual a fiabilidade deste método? 

- Implicará alterações no método de prevenção, nomeadamente nas campanhas para uso do preservativo?

Parece-me que estas são algumas questões que podem surgir perante este assunto, sem que se coloque obviamente a ideia de parte... mas sem que, tampouco se embarque numa produção em massa deste produto.

 

E o leitor? É a favor ou contra dum preservativo "Detector de IST"?

 

Faz tudo, mas faz seguro.

Até para a semana!

Enfermeiro Carlos Gustavo Martins