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Esta Marcha LGBTI+ de Lisboa foi um Orgulho

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Oito comentários à Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa, que decorreu este Sábado, entre o Príncipe Real e a Ribeira das Naus. Todas as fotos no Facebook do dezanove.

 

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1. A maior de sempre?

Todos os anos se discute se esta foi a maior Marcha do Orgulho de sempre. É bem possível que em 2018 se tenha batido mais uma vez o recorde de participantes. No Metro viram-se muitos jovens com bandeiras do arco-íris. Às 16h30, meia hora antes do início da Marcha, já a praça do Príncipe Real estava composta e com muita animação. Milhares de pessoas encheram as ruas da Misericórdia e do Alecrim e vieram cimentar a ideia de que a Marcha de Lisboa é inclusiva e engloba grupos, colectivos, associações, cidadãos e activistas para todos os gostos. Os arco-íris estavam por todo o lado. O facto de a Primark ter lançado uma linha de roupa e acessórios inspirados no Pride, a preços em conta, ajudou a popularizar as cores do arco-íris.

 

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2. Questões trans levam a críticas a Marcelo

É possível que as marchas do Orgulho sejam os únicos lugares de Portugal onde se ouvem críticas dirigidas ao Presidente da República. Recorde-se que o veto à Lei de Identidade de Género impediu que se desse mais um passo em termos de direitos trans. O cortejo da marcha abriu com um bloco de pessoas trans e eram bem visíveis, ao longo da marcha, os cartazes a defender os seus direitos. O manifesto da Marcha deixou-o bem claro: “Estamos aqui porque exigimos a autonomia de todas as pessoas na definição de si próprias, em todas as áreas da vida em sociedade. Não podemos permitir que a autonomia das pessoas trans, na livre vivência dos seus corpos, continue restringida pelo controlo médico.”

 

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3. Partidos e sindicatos

Não faltaram as presenças habituais do Bloco de Esquerda, PAN, Livre ou da Juventude Socialista. O novo partido Iniciativa Liberal, a par do movimento europeísta Volt, estreou-se na marcha. Para quando, por exemplo, uma presença oficial do PCP com bandeiras bem visíveis e, já agora, da Juventude Social Democrata, cuja líder tem tido posições favoráveis aos direitos LGBTI? O mesmo se aplica aos sindicatos, que se têm mantido alheados da Marcha, como se as questões de discriminação em função da orientação sexual e identidade de género não afectassem muitos dos trabalhadores. Mesmo assim, o Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC) não faltou à convocatória. Na parte dos discursos, destaque para as intervenção da secretária de Estado Rosa Monteiro e do vereador Ricardo Robles.

 

4. A reivindicação bi

Um dos discursos finais mais impactantes foi o do Actibistas - Colectivo Pela Visibilidade Bissexual, que não hesitou em pôr o dedo na ferida perante o desconhecimento e escárnio que enfretam, mesmo no interior da própria comunidade LGBTI. “Se eu for uma mulher bi, vou ser vista como objecto de prazer das tuas fantasias, mas se eu for um homem bi a chegar à tua festa com a minha namorada, vais olhar para mim como se eu já não pertencesse ao teu grupo porque 'afinal não sou gay o suficiente'. E no meio disto, ainda me vais chamar de 'transfóbica' e 'binarista', como se a minha existência fosse necessariamente binária e como se Bis e Trans não tivessem andado de mãos dadas desde os inícios do activismo LGBT”, ouviu-se na Ribeira das Naus, durante a intervenção das Actibistas.

 

5. I=I

A mensagem foi do CheckpointLX. Através da faixa da Marcha e das t-shirts dos participantes passou, de forma simples e eficaz, uma ideia importante: VIH Indetectável igual a VIH Intransmissível. No entanto, no momento dos discursos, as baterias dos activistas do CheckpointLX/GAT foram apontadas à PrEP “O Programa de Acesso Precoce, recentemente criado que visa disponibilizar PrEP através do Serviço Nacional de Saúde para cerca de 100 pessoas é deficiente e insuficiente enquanto estratégia de prevenção para o controlo da infecção por VIH. Não abrange todos os cidadãos que querem fazer PrEP”, destacaram os responsáveis.

 

6. A estreia da Variações.

A encerrar a Marcha estava o autocarro da Variações. Pela primeira vez a Associação do Comércio e Turismo LGBTI de Portugal integrou a Marcha, com música e animação.

 

7. Lila Fadista

Esteve incansável a animar a Marcha e a apresentar os discursos, já na Ribeira das Naus. Os Fado Bicha consolidaram, definitivamente, o estatuto de grupo- estandarte da comunidade LGBTI portuguesa. Em Espanha o jornal El Mundo até já escreve que são um “fenómeno popular em Portugal”.

 

8. BNP Paribas

Lembram-se da questão do BNP Paribas em 2017? Este ano era visível a presença de muitos colaboradores do grupo Pride do BNP Paribas envergando a camisola com a marca da instituição financeira. Desta vez não houve qualquer polémica, sendo que o grupo não integrou a Marcha com qualquer faixa.