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Estudo revela reacções cerebrais similares entre pais hetero e homossexuais

Já estavam bem estabelecidas as alterações na actividade cerebral em mulheres e homens que estão a criar uma criança. Mais recentemente, um estudo, publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”, veio demonstrar que tais alterações ocorrem também nos cérebros dos homens homossexuais que estão adoptando uma criança.

 

Tal estudo mostrou que as mulheres exibem respostas hiperactivas nas regiões do cérebro implicadas no processamento de emoções. Por outro lado, nos pais (heterossexuais), verificou-se um predomínio na activação de regiões do cérebro implicadas em processos cognitivos. Em todo o caso, ambas as funções de processamento cognitivo e emocional estavam activadas quer nos homens quer nas mulheres dos casais heterossexuais. Assim sendo, as diferenças referidas assentam no nível de activação dessas áreas.

No que diz respeito aos casais de dois homens, verificou-se que as regiões dos seus cérebros exibiam um nível de activação de regiões associadas a funções emocionais similar ao observado nas mulheres heterossexuais e, um nível de activação das regiões implicadas em funções cognitivas semelhante ao observado nos pais heterossexuais. Tais resultados são explicados, pela equipa liderada por Ruth Feldman da Universidade de Bar-Ilan em Israel, pelo facto de o cérebro dos homens gays possuir uma conexão mais forte entre estruturas emocionais e cognitivas do cérebro. Adicionalmente, a investigadora considera também possível que se trate de um processo neuro-adaptativo, ou seja, devido à exigência de ter de aprimorar ambas as funções citadas, os cérebros são plásticos o suficiente para remodelarem as suas conexões de forma a cumprir os seus deveres enquanto pais.

 

César Monteiro