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Festival de Sundance atribui prémio principal a “reconversão gay” (com trailer)

The Miseducation of Cameron Post.jpg

Todos os anos o mundo do cinema presta a atenção aos filmes que passam pelo Festival de Sundance. E este ano não foi excepção. “The Miseducation of Cameron Post” (2018) de Desiree Akhavan deu que falar e saiu de Park City, no Utah, com o prémio principal: Melhor Filme Norte-Americano em Drama.

 

O filme passa-se em 1993, nos EUA, e segue a história de descoberta e (des)educação de Cameron Post. Após uma tragédia, Cameron fica a viver com os tios. Apesar de tudo, aparenta ser a rapariga perfeita da sua escola. Mas tudo volta a mudar após ser encontrada aos beijos a outra jovem no banco de trás de um carro na noite do baile de finalistas. Cameron é enviada para um centro de terapia de conversão que trata adolescentes que tenham “atracção pelo mesmo sexo". Na instituição, Cameron é submetida a uma disciplina estranha com métodos duvidosos de “reconversão gay”, através de músicas rock cristãs. Mas é neste cenário incomum que encontra uma comunidade gay improvável. Pela primeira vez, Cameron relaciona-se verdadeiramente com os seus colegas, e encontra o seu lugar entre iguais.

Protagonizado por Chloë Grace Moretz, esta comédia dramática adapta a obra da norte-americana Emily M. Danforth, publicada em 2012 e que na altura venceu vários prémios. Desiree Akhavan, realizadora americana de origem iraniana, conseguiu com esta sua segunda longa-metragem, cujo argumento também assina, ganhar o prémio mais importante do principal festival de cinema independente americano. Esta distinção é relativamente importante, visto que filmes como “Bestas do Sul Selvagem” (“Beasts of the Southern Wild”, 2012, Benh Zeitlin) e “Whiplash – Nos Limites” (2014, Damien Chazelle) ganharam este mesmo prémio e um ano depois estavam a disputar de igual para igual prémios e nomeações com as grandes produções de Hollywood. Poderá acontecer o mesmo com “The Miseducation of Cameron Post”?

 

Luís Veríssimo