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Fomos conhecer as pessoas hetero que foram no cruzeiro gay que saiu de Lisboa

 

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Como acontece todos os anos, dos cerca de 2200 participantes no cruzeiro gay La Demence nem todos são gay. A organização aproveita para frisar que este cruzeiro, embora sendo feito, pensado e preparado para os homens gays, encontra-se aberto a qualquer pessoa.

dezanove.pt participou na edição de 2017, que começou em Lisboa e rumou ate Las Palmas numa viagem de 8 dias. Na viagem falámos com alguns dos participantes heterossexuais que este ano eram cerca de uma dezena. Começamos por Lili, a "mamma" italiana de 72 anos, de Parma, que viajava no cruzeiro para acompanhar o filho e o seu genro. Lili, com o seu cabelo bem curto e de cor avermelhada, participou em todas as festas da tarde, na White Party e viu todos os espetáculos no salão Broadway. Adorou o carinho com que foi tratada e que a fizeram sentir como uma verdadeira rainha durante 8 dias. Lili reservou uma cabine "single" para maior privacidade e aproveitou também os vários passeios e excursões propostos em cada escala. E concretizou o sonho de conhecer Lisboa, uma cidade que nos diz ter ficado no seu coração.

Murielle, da Bélgica, de 25 anos, veio para acompanhar três dos seus amigos gays. Habituada às festas gay da Bélgica, adora a companhia dos seus amigos, o divertimento e a liberdade que sente nos ambientes gays –  dá-nos o exemplo da festa fetiche em que se vestiu como dominadora e... com pouca roupa. Em que outro sítio poderia tê-lo feito sem ser agredida verbal ou fisicamente? Para Murielle, a ausência de qualquer pressão ou perigo de assédio sexual são ingredientes suficientes para se divertir sem que o namorado (que ficou na Bélgica) se tenha de preocupar.

O caso de Valérie, ex-Miss Bielorússia, modelo e agora a viver em Londres, assemelha-se ao de Murielle, com uma unica diferença: o namorado –  heterossexual apenas, como fez questão em reforçar –  acompanhou-a durante esta viagem com os seus amigos. Para Valérie, não existem melhores festas que as festas gay e não deixa de ser curioso como a abertura deste casal contrasta com a situação e visão politica da Bielorússia sobre os temas LGBT. Quando questionada se não tem receio que o namorado "experimente" algo de novo durante este cruzeiro, Valérie assegurou-nos que a confiança entre o casal é a base de tudo e que, a ter de se preocupar, seria com as outras mulheres a bordo, incluindo com as que trabalham no barco.

 

Pedro Castro

 

Vê aqui as melhores fotos do cruzeiro Lisboa-Canárias

 

 

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