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Gays representam 30% da receita com turismo durante o Carnaval do Rio de Janeiro

Um estudo da Prefeitura do Rio de Janeiro e da empresa RioTur mostra que o turismo LGBT foi responsável por 30,75 por cento da receita total arrecadada na cidade do Rio de Janeiro durante o último Carnaval. Segundo os dados, os turistas gastaram, em valores absolutos 1,5 mil milhões de reais, dos quais 461 milhões saíram dos bolsos de homossexuais.

Este estudo foi coordenado pelo economista brasileiro Osíris Marques, do Observatório do Turismo da Faculdade de Turismo e Hotelaria da Universidade Federal Fluminense (UFF) que traçou o perfil do turista gay: a maioria são homens jovens – 70 por cento têm entre 20 e 34 anos -, com um rendimento médio aproximado de 1700 euros e possuidores de uma licenciatura.

São Paulo tem uma das maiores Marchas do Orgulho Gay do mundo e o Rio de Janeiro recebe anualmente o maior número de turistas no Brasil, o que faz que o país seja um dos maiores destinos gay do planeta. Entre os principais turistas estrangeiros estão os americanos, ingleses e canadianos. De acordo com este  estudo, o gasto médio do brasileiro foi de 302 reais por dia (cerca de 100 euros). Já os estrangeiros gastaram em média 175 euros a cada dia de folia. “Considerando que a gasto médio do turista heterossexual é de 198 reais, nota-se o consumo superior em até 270% entre os gays”, destacou o economista Osíris Marques à revista VEJA.

Estes números resultam de 614 pessoas entrevistadas entre os dias 28 de Fevereiro e 4 de Março. Carlos Tufvesson, activista e coordenador da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio de Janeiro, afirmou que uma das justificações para esse padrão de consumo diferente dos heterossexuais é o facto de os casais gays, geralmente, não terem filhos, o que os leva a consumir mais e em diversos lugares.

O trabalho em causa não incluiu questões relacionadas com a violência contra as pessoas LGBT numa cidade onde a violência contra homossexuais é um problema grave.

 

Rafael Damas