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Género: Uma revolução na próxima National Geographic

National Geographic Gender Revolution.jpg

A conceituada revista do grupo National Geographic dedica atenções à revolução do género na sua próxima edição.

 

O numero de Janeiro, já disponível para download aqui http://on.natgeo.com/2gSp4u5 (sistema iOS) ou disponível nas bancas internacionais a partir de 27 de Dezembro, aborda a temática do género nas crianças. Desde as crianças que lutam contra um género que lhe é imposto socialmente, às que por serem raparigas sofrem por serem raparigas, aos rapazes que obrigam a ser homens através de rituais ou aquilo que é a redefinição de género nos nossos dias.

Na capa da revista surge Avery Jackson, uma rapariga de 9 anos de idade do estado do Kansas, EUA. Abaixo da foto de Avery surge a seguinte chamada “agora a melhor coisa acerca de ser uma rapariga é não ter de fingir que sou um rapaz”. Trata-se da primeira vez que uma pessoa trans é capa desta revista.

Susan Goldberg, directora da publicação, assume a escolha de um tema que tem gerado “uma profunda discussão”. Os repórteres da revista visitaram oito países, em quatro continentes e falaram com 80 rapazes e raparigas e evidenciam como a desigualdade de género continua a ser real nos dias que correm. Susan menciona o caso da indiana Nasreen Sheikh que gostava de ser médica, mas com apenas 9 anos já admite que por ser rapariga tem menos oportunidades: ‘Se eu fosse um rapaz teria a possibilidade de ganhar dinheiro e usar boas roupas’ “Espero que a Nasreen perceba que o género em si não tem de a impedir no que quer que seja, mas sejamos claros, em determinados locais ser mulher é estar sujeita ao risco. Ao risco de ser retirada da escola precocemente ou correr o risco de levar com ácido se insistir frequentar as aulas, risco de sofrer de mutilação genital feminina, risco de casar enquanto ainda é uma criança, risco de ser violada. Espero que este número acenda uma discussão profícua sobre este tema e nos mostre o que ainda está por fazer".