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No dia em que parlamento brasileiro aprovou a destituição da Presidente Dilma Rousseff, os comentários homofóbicos, racistas, fascistas, sexistas e de cariz muito pouco laico também foram protagonistas. No Parlamento o deputado Jean Wyllys foi alvo de comentários homofóbicos e cuspiu na cara do agressor.

O deputado Jean Wyllys, o principal impulsionador das questões LGBT no país, foi alvo de um ataque homofóbico em pleno parlamento e reagiu cuspindo na cara de quem o atacou. No Facebook o deputado explicou a sua reacção: “Depois de anunciar o meu voto NÃO ao golpe de estado de Cunha, Temer e a oposição de direita, o deputado fascista viúva da ditadura me insultou, gritando "veado", "queima-rosca", "boiola" e outras ofensas homofóbicas e tentou agarrar meu braço violentamente na saída. Eu reagi cuspindo no fascista. Não vou negar e nem me envergonhar disso. É o mínimo que merece um deputado que "dedica" seu voto a favor do golpe ao torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI do II Exército durante a ditadura militar. Não me vou calar e nem vou permitir que esse canalha fascista, machista, homofóbico e golpista me agrida ou me ameace. Ele cospe diariamente nos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais. Ele cospe diariamente na democracia. Ele usa a violência física contra seus colegas na Câmara, chamou uma deputada de vagabunda e ameaçou estuprá-la. Ele cospe o tempo todo nos direitos humanos, na liberdade e na dignidade de milhões de pessoas. Eu não saí do armário para o orgulho para ficar quieto ou com medo desse canalha”.

Muitos deputados não se limitaram apenas a votar e aproveitaram o momento para fazerem algumas declarações. Alguns, como Jair Bolsonaro conhecido pela frase “Se o meu filho tiver uma boa educação não será gay” decidiu homenagear um ex-chefe responsável pela política da ditadura. Já o seu filho, Eduardo Bolsonaro (que sabemos graças à boa educação do pai não se tornou homossexual) preferiu dedicar o seu voto aos militares de 1964, que instalaram a ditadura no Brasil.

Depois de uma votação com 367 votos a favor e 137 contra, a Câmara dos Deputados iniciou a abertura do processo de destituição de Dilma. A longa votação durou seis horas e foi acompanhada por manifestações em todo o Brasil e seguida de perto pelas comunidades brasileiros em todos os cantos do mundo. A decisão sobre o processo de destituição da presidente em funções é agora Senado brasileiro.

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