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Karnart põe os espectadores a intervir em “Petróleo”

Inspirado em capítulos da obra “Petrolio” de Pier Paolo Pasolini a Karnart, em Lisboa, traz ao público um texto interventivo sobre sexo e poder que, aliado a uma criatividade plástica e performativa especial, brinda ao seu novo espaço localizado em Belém.

O espaço agora ocupado pela associação Karnart é o antigo atelier dos escultores  Lagoa Henriques e Carlos Amado.
O ponto de partida da perfinst (performance e instalação) é o romance póstumo publicado pela primeira vez em 1992, no qual o escritor e cineasta italiano estava a trabalhar quando foi assassinado em Óstia em 1975.

A cada trinta minutos o público pode entrar no espectáculo, organizado em quatro ciclos, e percorrer zonas de representação simultânea onde pode decidir que momentos de performance, instalação ou imagem quer ver.
O texto fala de Carlo, um engenheiro ligado à indústria petrolífera italiana, que

mantém, nos seus vínculos com a sociedade e o poder, relações com mulheres e rapazes.

Ao Expresso o encenador Luís Castro declarou "O enquadramento político e social é bastante pertinente. Como todos sabemos, a xenofobia, transfobia e homofobia estão a aumentar nomeadamente na Rússia. Carlo, a personagem central de Petróleo, sofre de uma cisão de personalidade e de identidade, vivendo duas vidas, que correspondem a duas classes sociais e económicas, a dois mundos. Mais tarde também sofre uma cisão de género."

Um trabalho em que a imprevisibilidade faz parte da obra. Em cena até 21 de Julho.