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Ney Matogrosso: “Não sou género, não sou homem, nem mulher, me comporto como um insecto”

Foram mais de quatro horas, o que separou o início e o final da acção, onde foi dado a conhecer aos fãs uma perspectiva muito pessoal de Ney Matogrosso, explicada através do documentário “Olho Nú”, de Joel Pizzini, e de um debate próximo com os seus fãs (200 pessoas), sem palanque, sem barreiras, e em contacto directo.
Ney Matogrosso distribuiu sorrisos, beijos, abraços e autógrafos no interior e exterior do Auditório CGD, no ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão (Lisboa), onde decorreu esta iniciativa promovida pelo Talkfest.

Os fãs, grande maioria acima dos 40 anos e que por isso acompanharam grande parte da carreira do artista, puderam interagir com Ney Matogrosso e estar sentados no mesmo ponto de visão que o artista e assistir num absoluto silêncio a 101 minutos de documentário, que foi presenteado com uma salva de palmas.
Após um pequeno interregno iniciou-se o debate, prescindindo Ney Matogrosso de moderação e querendo este estar próximo de quem o quis ver de outra perspectiva – ao longo da sessão, com mais de uma hora, Ney foi diversas vezes ao encontro das pessoas que ansiavam por colocar as questões – não houve tempo de todos poderem expor um comentário.

Muitas questões foram colocadas e muitos temas foram debatidos, numa plateia que misturava o Brasil e Portugal, e que Ney Matogrosso, só ele conseguia unificar naquele momento. Foi idolatrado, a ele foi oferecido um álbum de uma artista que desejava reconhecimento, mais beijos e abraços e cravos – sim, pois também ele ajudou a que o seu país saísse de uma ditadura militar. Indicou que o seu documentário surgiu porque verificou ter mais de 300 horas de material referente a gravações das suas actuações na televisão e em cinema- confidenciou que “no final deste documentário, existirá uma mini-série com episódios de 25 minutos e após isso libertarei gratuitamente todo o conteúdo que não foi visto, e olhem que muitos conteúdos são bem íntimos”. Ney é de facto uma outra persona, talvez a sua real neste contexto de debate – “nos concertos, nomeadamente no início de carreira, não sou género, não sou homem, nem mulher, me comporto como um insecto”. Indica também que o seu documentário poderia ser mais curto, mas o realizador Joel Pizzini recusava-se a cortar tempo, não conseguido seleccionar momentos menos bons no documentário.
Ney Matogrosso confidenciou que apesar de 40 anos carreira, apenas nos últimos dois começou a ser premiado e reconhecido de modo unânime, vencendo todo o tipo de críticas, sendo a primeira vez que em Portugal lhe propuseram o convite para uma conferência/debate tal como o Talkfest fez (e que foi até replicado no Porto, onde houve apresentação do seu documentário).

 

Fonte: Talkfest