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Nós e os outros. O mundo está dividido no que toca à homossexualidade

 

 A capa da revista The Economist desta semana é sobre divisão. Neste caso, entre os países onde a homossexualidade e os direitos humanos são respeitados – com mais ou menos diferenças – e aqueles em que a homossexualidade ainda é um crime, muitas vezes punido de forma hedionda.

No artigo “The Gay Divide”, a revista britânica faz um balanço sobre os grandes avanços conseguidos nesta matéria em diversos países do Ocidente. Ataques a bares gay e detenções eram frequentes no Reino Unido dos anos 1950, na China dos anos 80 os homossexuais eram enviados para campos de trabalho sem direito a julgamento, e, nos Estados Unidos, até muito recentemente, existiam leis que proibiam actos de “sodomia”, sublinha a publicação.

Muito mudou desde então, escreve a Economist, com a homossexualidade legalizada em 113 países e com alguns, em menor número, a possibilitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

A mudança de atitudes é identificável nos vários continentes. “Na China, a homossexualidade é legal e, nas cidades, não é escondida. A América Latina é ainda mais gay-friendly: 74% dos argentinos e 60% dos brasileiros acreditam que a sociedade deverá aceitar a homossexualidade. Os tailandeses têm uma postura mais descontraída em relação a transgéneros do que os ocidentais. A constituição da África do Sul é notavelmente pró-gay. Os jovens têm tido tendência a abrir caminho: apesar de apenas 16% dos sul-coreanos acima dos 50 pensarem que a homossexualidade deverá ser aceite, 71% dos jovens entre os 18 e 29 anos pensam que sim”, pode ler-se.

Já noutros países, o panorama é o oposto, relembra a Economist, como no Uganda, na Nigéria, nos países árabes ou na Rússia, com a homossexualidade a ser perseguida pelo próprio Estado e com populações hostis e receptivas a leis que proíbam a existência de informação sobre homossexualidade. Contudo, “há razões para optimismo, pelo menos a longo prazo”, defende a revista. Isto acontece muito graças ao aumento da urbanização, já que as cidades permitem que se viva a sexualidade de forma mais livre. Outra razão é o desenvolvimento: “Os países emergentes na Ásia e na América Latina têm, no geral, adoptado abordagens mais simpáticas para com os homossexuais à medida que enriquecem e se tornam mais abertos e mais democráticos. A esperança está no facto de, à medida que África e o mundo árabe acompanham este crescimento, estes países sigam esta tendência.”

Para lutar contra a intolerância, o artigo faz várias sugestões. “Apoiar financeiramente grupos locais de defesa dos direitos dos homossexuais, ser generoso quando aqueles que são perseguidos pela sua orientação sexual pedem asilo, humilhar conservadores no Ocidente que encorajam a intolerância a nível internacional e apoiar a tolerância na nossa própria casa”, prossegue a revista. “Para aqueles que crêem na noção de progresso, é difícil acreditar que a tolerância não se irá espalhar. No fim de contas, os homossexuais não estão a exigir um tratamento especial, apenas as mesmas liberdades que toda a gente toma como adquiridas: amar quem quiserem e casarem-se com quem amam”, conclui a The Economist.