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O arranque do Orgulho LGBT nos EUA e Canadá (com vídeo)

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Do outro lado do Atlântico, o presidente Barack Obama voltou a proclamar, pela última vez no seu mandato, o mês de Junho como o Mês do Orgulho LGBT. A tradição remonta ao presidente Bill Clinton, corria o ano 2000, sendo que na altura a designação era Mês do Orgulho Gay e Lésbico, mas tal aconteceu apenas uma vez. Obama retomou o gesto em 2009, tendo-o repetido todos os anos até agora. Foram oito vezes e já com a denominação “Mês do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero”. 

 

Numa cerimónia decorrida na passada terça-feira, dia 31 de Maio, Obama prestou homenagem aos activistas que travaram a luta pela igualdade e fizeram com que o casamento entre pessoas do mesmo sexo se tornasse legal em todos os estados dos EUA
Obama afirmou: "Esta viagem, conduzida por indivíduos com visão de futuro e que procuraram alcançar um futuro melhor, nunca foi fácil ou suave. A luta pela dignidade e igualdade para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgénero reflecte-se na dedicação incansável dos defensores e aliados que se esforçaram para conseguir uma sociedade mais inclusiva (...) Este mês, reconhecemos tudo o que fizeram para nos trazer a este ponto, e nós comprometemo-nos que a nossa nação faça cumprir a justiça.”.
Obama foi o primeiro presidente norte-americano que apoiou publicamente o casamento entre pessoas do mesmo sexo e que, em 2014, assinou uma lei em que proíbe a discriminação de funcionários federais e contratados com base na orientação sexual ou identidade de género. 
Este ano, o seu governo tem intensificado esforços para evitar a terapia de conversão de menores, na igualdade de direitos para as pessoas transexuais e na defesa dos direitos laborais das pessoas LGBT. 
"Ainda há muito trabalho a fazer para estender a nossa promessa a todos os norte-americanos, mas por causa dos actos de coragem dos milhões que falaram e exigiram justiça e daqueles que, silenciosamente, trabalharam e nos levaram ao progresso, a nossa Nação tem dado grandes passos no reconhecimento destas pessoas corajosas (...) Amor é amor e nenhuma pessoa deve ser julgada por isso, mas apenas pelo seu carácter", disse. Obama também apelou aos norte-americanos para que eliminassem o preconceito em todos os lugares em que este existe, e para que celebrassem a grande diversidade do povo americano.


Já no país acima, o Canadá, o primeiro-ministro Justin Trudeau, que alguns apontam como o sucessor de Obama no papel de dar visibilidade mundial às questões LGBT e que alguns meios indicam que poderá participar na próxima celebração do Orgulho LGBT em Toronto, efectuou um gesto inédito esta quarta-feira, 1 de Junho: içou a bandeira do Orgulho LGBT na colina do parlamento canadiano. Pela primeira vez na história daquele país.

Na presença de deputados de todos os partidos e com uma audiência de milhares de pessoas, que acompanhavam o momento em directo pelo Facebook, o primeiro-ministro canadiano declarou: “Trata-se de um grande dia para o Canadá. É apenas um passo de um longo caminho que o nosso país tem vindo a fazer nos últimos anos. Não tem sido fácil, nem automático. Muita gente lutou durante muito tempo para que este dia chegasse. (...) O Canadá está unido na defesa dos direitos LGBT e é isso que estamos aqui a celebrar”. 

À semelhança de Obama, também Trudeau apresentou um projecto de lei para proteger os direitos das pessoas transgénero.

 

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