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O relato do maior evento hetero-friendly do mundo

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Mais um ano mais um festival da Eurovisão. Tal como habitual, o concurso teve lugar no país vencedor do ano homólogo. Graças a Conchita Wurst, vencedora do Festival Eurovisão 2014, o evento decorreu em Viena, a capital austríaca. 

O tema da Eurovisão 2015 foi “Building Bridges”, Construir Pontes em prol da harmonia europeia através da língua universal que é a música. Pela primeira vez na história de Eurovisão, as pontes estenderam-se não apenas além-fronteiras europeias mas esticaram mais longe, muito mais longe do que até transatlânticas. Fizeram todo o percurso transcontinental a abranger pela primeira vez a Austrália que este ano integrou na Eurovisão, não só como país convidado (tal como em 2014) mas sim participante; representada pelo cantor Guy Sabastian com a canção “Tonight Again”. A Austrália já pedia para participar há vários anos à EBU (European Broadcasting Agency). O Festival da Eurovisão é bastante revenerado e celebrado na Austrália, onde os LGBTs também organizam festas temáticas. Talvez seja até mais seguido que em Portugal. Faz todo o sentido então ultrapassar questões geográficas e incluir um país tão apreciador deste festival.

Portugal foi representado pelo novo talento Leonor Andrade, que algumas ou alguns podem reconhecer do programa “The Voice Portugal”, com a canção “Há Um Mar Que Nos Separa”. Leonor canta uma canção que eu chamo de “hard rock afadado” fusão entre hard-rock com um cheirinho a fado. 

Terça-feira foi a noite da primeira semi-final onde actuaram a Albânia, Arménia, Bielorrússia, Bélgica, Dinamarca, Estónia, Macedónia, Finlândia, Geórgia, Grécia, Hungria, Moldávia, Roménia, Rússia, Sérvia e Roménia. Destes 16 países, seguiram 10 para a final: Bélgica, Sérvia, Geórgia, Estónia, Grécia, Hungria, Roménia, Rússia, Arménia e Albânia.

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Quinta-feira foi dia da segunda semi-final onde participaram, além de Portugal, o Azerbaijão, o Chipre, a Republica Checa, Islândia, Irlanda, Israel, Letónia, Lituânia, Malta, Montenegro, Noruega, São Marino, Polónia, Eslovénia, Suécia e a Suíça. Outra vez, dez foram apurados para a final: Azerbaijão, Chipre, Israel, Letónia, Lituânia, Polónia, Montenegro, Noruega, Eslovénia e Suécia. Para os restantes, incluindo Portugal, a viagem eurovisiva terminou mas não posso deixar de expressar o meu orgulho e admiração pela actuação da nossa cantora Leonor Andrade, que deu o seu melhor e orgulhou todo Portugal com a sua excelente e energética atuação. Obrigado Leonor! Defendeste bem as nossas cores como poucos outros o fizeram!

Apesar de não sermos apurados, muitas outras delegações expressaram a sua perplexidade do não apuramento da delegação portuguesa. Muitas foram as razões para tentar explicar o sucedido porque na grande generalidade, a actuação foi muito elogiada.

A Eurovisão é o programa musical que já decorre há mais anos no mundo. Aliás, Ingrid Deltenre, directora-geral da EBU e Jan Olaf Sand, supervisor executivo da EBU receberam este ano o prémio do Livro do Guinness (Book of World Records). A Eurovisão decorre há exactamente 60 anos desde 1956. A primeira edição aconteceu em Lugano (Suíça) e foi conquistada pela suíça Lys Assia.

A muito esperada final correu da melhor forma, com muito glamour, humor, aplausos, bandeiras de todos os países com muitas do arco-íris pelo meio e claro muitos beijos entre pessoas do mesmo sexo, tanto nas apresentações gravadas como ao vivo dentro e fora do palco.

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Este ano participaram 27 países. Apesar de não haver um favorito claro para ganhar, as especulações passavam pela Itália, Suécia, Israel e Sérvia. Logo no início da contagem de votos, os países de topo definiram-se e mantiveram-se sem grandes oscilações, não obstante irem variando entre os três lugares de topo. Conchita, perante muitos assobios à possível vitória russa, veio defender a colega russa Polina Gagarina, até que finalmente a Suécia definiu-se como a vencedora.

Em boa tradição eurofestiva, Mons Zelmerlöw voltou ao palco para receber o troféu de Conchita Wurst com algumas lágrimas nos olhos, dizendo que “não importa quem amamos nem quem somos, somos todas e todos heróis”, isto antes de cantar “Heroes” novamente e pela última vez na Eurovisão 2015.

Durante a conferência de imprensa, Mons agradeceu claramente à comunidade LGBT pelo apoio prestado tanto na Suécia como na Eurovisão. Mons é grande apoiante da igualdade LGBT tendo já participado como anfitrião na Gala QX na Suécia, um espectáculo sueco anual que atribui prémios à causa da igualdade LGBT no país.

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Um pouco por toda a cidade de Viena, viam-se as bem-vindas explícitas às e aos LGBTs tanto com bandeiras arco-iris espalhadas desde a Câmara Municipal ao recinto da Eurovisão, como também com sinais de peões com dois bonecos femininos ou masculinos a indicar as travessias da cidade.

E assim fecha-se mais um capítulo deste que parece ser o maior evento hetero-friendly do mundo: a Eurovisão 2015, que com todo o seu esplendor todos os anos volta a surpreender e melhorar. Obrigado Viena, obrigado todas e todos as/os colaboradas/esvolutários, artistas e participantes. Obrigado Conchita Wurst obrigado Mons Zelmerlöw por terem feito este evento o melhor de sempre. Até 2016 na Suécia!

 

Crónica de Ricardo Duarte, em Viena

 

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