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Obama na capa da OUT Magazine

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Barack Obama é o primeiro Presidente dos EUA a ser fotografado para aparecer na capa de uma revista LGBT. Obama foi considerado o Aliado do Ano pr uma revista que chegou à sua 100ª edição.

O 44º Presidente dos EUA foi o responsável por consagrar o casamento entre pessoas do mesmo sexo nos 50 Estados, entre outras iniciativas legislativas marcantes e determinantes para a evolução dos Direitos LGBT naquele país. 

A data de 26 de Junho marca o fim da inconstitucionalidade em negar aos casais do mesmo sexo o direito ao casamento. Segundo Barack Obama durante "décadas os nossos irmãos e irmãs lutaram pelo reconhecimento e pela igualdade”. A partir do momento que a sua administração decidiu juntar-se a essa luta, naquilo a que se designou um momento “transformador”, tal acção ajudou a que um líder eleito ficasse do lado certo da justiça.

Obama foi também responsável pelo fim da medida, conhecida como “Don’t ask, Don’t tell”, que apenas permitia às forças armadas servirem o país se escondessem a sua orientação sexual.

Leis de agravamento dos crimes de ódio com motivação homofóbica, como a que teve origem no caso Matthew Shepard, e outras que impedem a discriminação laboral com base na orientação sexual ou identidade de género ou o fim do impedimento de pessoas transgéneras serviram nas forças armadas são apenas algumas das medidas Obama.

Na entrevista para a revista OUT, Obama fala das suas medidas legislativas, de um professor inspirador e que foi o primeiro homossexual que conheceu e da consciência de que as suas filhas encontrarão um futuro menos discriminatório para as pessoas LGBT do que a geração passada. Mas a entrevista da revista OUT também põe o dedo na ferida. Quando questionado sobre como a sua administração pode ser aliada de países como a Arábia Saudita, que condena os homossexuais à morte, Obama explica: "enquanto alguns povos afirmam que a homossexualidade não existe na sua cultura ou que nós estamos a tentar impor os nossos valores "exógenos", a verdade é que os cidadãos LGBT são membros de todas as sociedades e a protecção dos Direitos Humanos é um valor universal". E Obama prossegue: "A maneira como distribuímos a nossa mensagem pode mudar de país para país. Às vezes fazêmo-lo em discursos públicos [como no Quénia]. Noutros casos fazêmo-lo em privado durante reuniões com os Governos estrangeiros. Sim, isto pode suscitar algumas dificuldades nos diálogos, mas os Estados Unidos continuarão a erguer a sua voz em prol dos Direitos Humanos".

 

Acede à entrevista (em inglês) aqui.

 

Paulo Monteiro