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Orgulho LGBT em São Petersburgo marcado por ataque com gás pimenta

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A primeira tentativa de Orgulho LGBT em São Petersburgo, depois da Rússia ter sido condenada pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) devido à suas leis repressivas, ficou marcada por um ataque com gás pimenta. 

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No último Sábado, um grupo de radicais atacou os cerca de 100 manifestantes que se tinham juntado no Campo de Marte da segunda cidade mais importante da Rússia havendo a registar 15 feridos. A polícia, por sua vez, deteve Anna Grabetskaya, uma activista que empunhava um cartaz onde se podia ler: “Amo a minha esposa” e uma bandeira arco-íris. Anna está sujeita a dez dias de prisão por desobediência e violação de procedimento de um acto público informam os media locais.

 As autoridades russas não tinham autorizado o encontro dos 100 activistas de defesa dos direitos das pessoas LGBT neste jardim público informando que havia em simultâneo outro evento de comemoração da vitória na II Guerra Mundial.

Foi no fim da manifestação, no momento em que estavam dispersar, que um grupo de radicais atacou os manifestantes e jornalistas presentes. O ataque resultou em 15 pessoas feridas que necessitaram de tratamento hospitalar. Os activistas entretanto denunciaram a falta de acção policial ao que as autoridades responderam com a abertura de uma investigação aos polícias presentes no local.

Recorde-se que em Junho último o TEDH tinha condenado Moscovo por proibir o direito de reunião de pessoas LGBT em 2010 e 2011 (aquando da Marcha do Orgulho de São Petersburgo) e ainda um encontro em 2009 na capital. Posteriomente o TEDH considerou que as leis que proíbem a divulgação da "propaganda homossexual" aos menores violam os artigos 10 e 14 da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, porque são contra a liberdade de expressão e de violar o princípio da não-discriminação em razão da orientação sexual. Ambas as decisões condenam o Estado russo a compensar os lesados. O que foi considerada uma vitória parcial para a comunidade LGBT na Rússia após a deliberação do TEDH ficou agora manchada por mais este ataque. 

"Todas as pessoas tem a sua própria razão para vir ao orgulho", declarou Sveta, uma activista lésbicaà imprensa local. "Muitos dos meus amigos não vieram porque tiveram  medo de serem discriminados no trabalho ou serem expulsos da universidade." disse ainda. Desde a introdução da lei designada por “propaganda gay", em 2013, a comunidade LGBT russa tem sido  cada vez mais marginalizada. A lei pune a disseminação de informação que seja considera como "propaganda homossexual" com uma multa até 500.000 rublos (6800 euros).

 

Foto: Francesca Visser and Andreas Rossbach

 

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