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Papa Francisco: "Loucura assassina e um ódio sem sentido"

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O Vaticano reagiu na segunda-feira, 13 de Junho, ao tiroteio em massa mais mortífero de que há memória nos Estados Unidos, referindo-se ao mesmo, num comunicado oficial, como uma "manifestação de um loucura assassina e de um ódio sem sentido".

Embora estivesse a fazer referência a um ataque motivado por LGBTIfobia, num bar gay onde as vítimas eram na sua maioria pessoas homossexuais, o Papa não referiu estes factos, abordando o clube como "nocturno" e o ataque como sendo um acto de "terrorismo".
É de relembrar que o Papa Francisco, em Abril deste ano, embora se tenha manifestado contra a discriminação com base na orientação sexual, reforçou a ideia de que a igreja está a aberta para prestar "ajuda" aos homossexuais para que regressem à normalidade. O Papa escreveu na exortação apostólica "Amoris Laetita" que "não existem razões para considerar uniões entre homossexuais de alguma forma semelhantes nem remotamente semelhantes ao plano de Deus para o casamento e a família".
Fica aqui a transcrição do comunicado feito pelo director do gabinte de imprensa da Santa Sé, Federico Lombardi: "O terrível massacre que ocorreu em Orlando, que fez muitas vítimas inocentes, suscitou no Papa Francisco e em cada um de nós sentimentos muito profundos de horror e de condenação, de dor, de perturbação perante mais esta manifestação de uma loucura assassina e de um ódio sem sentido. Desejamos todos que as causas deste acto de violência horrível e absurdo, que perturba profundamente o desejo de paz do povo americano e de toda a humanidade, possam ser determinadas e combatidas eficazmente e o mais rapidamente possível."
O ataque, que ocorreu na madrugada de Sábado para Domingo no clube nocturno Pulse, que estava bastante cheio, foi executado por Omar Mateen que empunhava uma arma semi-automática e uma pistola. As autoridades estão a investigar o ataque como um acto de terrorismo. Esclareceram que se encontram ainda 53 pessoas hospitalizadas, muitas em estado crítico. Um cirurgião no Centro Médico Regional de Orlando afirmou que o número de vítimas é provável que possa aumentar.

Leonardo Rodrigues