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Portugal: 20 skinheads detidos por ataques a comunistas, negros, muçulmanos e gays

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Skinheads responsáveis por vários crimes recentes contra comunistas, negros, muçulmanos e homossexuais foram detidos pela Polícia Judiciária. 

Os crimes de discriminação racial, religiosa e sexual ocorreram entre 2013 e 2015 e levaram à detenção esta terça-feira, de 20 skinheads em Lisboa, Braga e Albufeira.

Segundo o DN, os cabecilhas do grupo agora detido fizeram parte do núcleo duro do ex-líder dos Portuguese Hammer Skins (PHS), Mário Machado, detido em 2007 aquando da última operação deste género contra os crimes deste movimento neonazi.

"Os crimes de ódio são intoleráveis num Estado de direito democrático e a PJ é implacável na perseguição dos seus autores", declarou ao DN Luís Neves , director da Unidade Nacional de Contra Terrorismo. O mesmo director afirma que "no actual contexto de migrações e refugiados, a UE apelou aos estados-membros que dessem prioridade máxima ao combate aos crimes de discriminação racial e religiosa”.

A Agência Europeia para os Direitos Fundamentais frisa que "os crimes de ódio afectam toda a sociedade" e que "seja qual for a vítima, estas ofensas atingem não só o alvo individual como também os princípios democráticos, de direitos fundamentais e de não discriminação da UE".

Um dos casos que levou às detenções remonta a Setembro de 2015, na rua das Portas de Santo Antão, em Lisboa, quando um grupo de militantes comunistas foi violentamente agredido por skinheads ao sair de um comício da CDU, no Coliseu dos Recreios. Um deles perdeu a consciência, foi hospitalizado e ficou com danos cerebrais irreversíveis. Antes os neonazis tinham estado numa concentração, junto à Assembleia da República, contra os refugiados tendo depois espancado os militantes do PCP. Para os investigadores a conduta teve uma clara motivação "político-ideológica", o que pode levar a um agravamento das penas.

Todos os suspeitos identificados pertenciam aos PHS, que são seguidores do movimento internacional de extrema-direita Hammer Skin Nation.

As vítimas enquadram-se no perfil alvo do movimento que exalta a supremacia da raça branca e que defende a expulsão de Portugal de todas as minorias étnicas e ataca todos os que perfilham ideologias opostas, como é o caso dos comunistas.
No relatório respeitante a 2015, os serviços de informação também tinham registado "elevado dinamismo ao nível das actividades do movimento skinhead neonazi (concertos, encontros)" situação que teve " impacto directo no crescimento do número de militantes desta matriz ideológica", mas referem que essa actividade "não se traduz em acções violentas".

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