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Quando os pais morreram da doença fatal (com vídeo)

 

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Uma menina de sete anos que vai viver com os tios porque os pais morreram. Este é o ponto de partida do filme “Estiu, 1993” ("Verão, 2013"), que foi apresentado no Festival de Cinema de Málaga e que poderá inscrever-se na linha de produções como “Filadélfia”, “Dallas Buyers Club” ou “As Horas”.

 

A realizadora Carla Simón, de 30 anos, leva à tela a história da sua vida. No filme, falado em catalão, não se ouve a palavra sida, mas foi essa a causa de morte dos seus pais, numa altura em que a enfermidade era mortal e que a sociedade apontava os doentes com culpados só porque tinham contraído o vírus.

“É uma mistura de coisas que a minha família me contou, de momentos que eles recordam muito bem, de sensações e emoções para as quais eu procurei mecanismos para poder visualizar. Cheguei a um momento em que não sei o que é verdade e o que eu inventei porque há coisas que tenho memória e outras que não”, declarou a realizadora em entrevista ao jornal El Español, acrescentando que não quis contar a história pelo lado dramático: “É uma história feliz. Senti-me acarinhada e as crianças são crianças, por mais dramático que seja o que estão a viver, continuam a brincar (…) Eu não soube que os meus pais tinham morrido de sida até aos 12 anos, uma criança não podia falar sobre isso numa altura em que era uma doença desconhecida e em que as pessoas tinham medo (…) A minha infância não foi marcada por isso, só quando cheguei a adulta é que comecei a reflectir sobre isso”. O filme ainda não entrou no circuito comercial em Espanha.

 

 

 

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