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Que valor tem o património cultural LGBTQI+?

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A esta pergunta, e a todas as outras que se seguem, serão dadas respostas e proporcionadas reflexões na conferência anual organizada pela associação Acesso Cultura.

 

“Não podemos ser o que não podemos ver, não podemos ser se não somos visíveis.” Quem o afirma é a Acesso Cultura, associação que está consciente da importância da representação, da necessidade das pessoas – de cada um de nós – de se sentirem representadas e de serem aceites. De se sentirem reconhecidas, acompanhadas, membros da sua própria comunidade, mas que possam também reconhecer-se como fazendo parte de outras. A história da comunidade LGBTQI+ é pouco conhecida e ainda menos incluída nas nossas narrativas mainstream. Os desafios que tem enfrentado, a luta pelos seus direitos, o seu contributo neste país são assunto ainda muito condicionado a audiências minoritárias. Quando não vemos alguém, essa pessoa não existe para nós, com todas as consequências que esta ignorância traz para a inclusão social e para a decorrente valorização da nossa sociedade.

Com data marcada para 17 de Outubro, e a realizar na Biblioteca Municipal de Marvila, em Lisboa, esta conferência decorre no âmbito do Ano Europeu do Património Cultural.

A Acesso Cultura pretende reflectir sobre um património muitas vezes não preservado ou então escondido, ignorado, silenciado, inacessível, desconfortável, desvalorizado: o património LGBTQI+ e convidou, por isso, várias pessoas ligadas à área dos museus e do património, das artes performativas, das artes visuais, da literatura e da investigação científica. A saber: Margarida Lima de Faria, socióloga e fundadora da AMPLOS, das artistas Ana Rito e Ana Pérez-Quiroga, da performer e activista Odete, do encenador André Murraças, dos investigadores Fernando Cascais e Sara Martinho, das museólogas Aida Rechena e Susana Gomes da Silva, da gestora cultural Andreia Cunha, do curador e artista Pedro Marum, da mediadora de leitura Andreia Brites. A conferência será encerrada por Paula Allen, vice-presidente da associação Plano i. 

“Uma sociedade que se quer inclusiva e respeitadora da diferença necessita de múltiplas narrativas, necessita de ter acesso ao conhecimento, necessita de se encontrar com o outro e de ser capaz de reconhecer a sua humanidade” defende a organização desta conferência que conta com seminários e painéis vários.

As inscrições já se encontram abertas. O ingresso na conferência custa entre 20 a 30 euros. Para mais informações e programa acede a este link:  https://acessocultura.org/conf2018/