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Queer Porto com programação desenhada à medida da cidade e retrospectiva “New Queer Cinema“

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Depois de uma edição de sucesso em 2015, pelo segundo ano, o festival Queer Porto (QP) instala-se em diferentes espaços da cidade Invicta e traz uma mostra que cruza cinema e com exposições e performances. Destaque para uma retrospectiva sobre o movimento iniciado na década de 80 e incontornável do que hoje interpretamos como cinema queer, o “New Queer Cinema”.

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João Ferreira, director artístico do festival, explicou em conferência de imprensa que a boa receptividade da primeira edição fez aumentar o festival deste ano em mais um dia do que inicialmente previsto. Assim, e durante cinco dias, de 5 a 9 de Outubro, o QP percorre quatro espaços da cidade: Teatro Rivoli (Auditório Isabel Alves Costa), Mala Voadora, Maus Hábitos e Galeria Wrong Weather.  A programação difere do festival da capital (existe apenas uma repetição com o filme baseado na série mítica de humor britânico protagonizado pelas inigualáveis Edina Monsoon e Patsy Stone) e pretende pôr em diálogo as disciplinas do cinema, as exposições e as performances.

Em competição vão estar oito longas-metragens: “Antónia” de Ferdinando Cito Filomarcino (Itália e Grécia, 2015), “Los Héroes del Mal” de Zoe Berriatúa (Espanha, 2015), “Kiki” de Sara Jordenö (Suécia, 2016), “Nunca vas a estar solo” de Álex Anwandter (Chile, 2016), “Take me to the river” de Matt Sobel (EUA, 2015), “Te Prometo Anarquia” de Julio Hernández Cordón (México e Alemanha, 2015), “Tickled” de David Farrier e Dylan Reeve (Nova Zelândia, 2016) e “La Vanité” de Lionel Baier (Suíça e França, 2015).

Nesta edição do Queer Porto os amantes do cinema independente americano poderão assistir a seis marcos cinematográficos do designado New Queer Cinema: “Mala Noche” de Gus Van Sant (1986), “Poison” de Todd Haynes (1991), “The Living End” de Gregg Araki (1992), “Swoon” de Tom Kalin” (1992), “Go Fish” de Rose Troche (1994) e “The Watermelon Woman” de Cheryl Dunye (1996. No verdadeiro espírito transgressor e transdisciplinar deste movimento, estas seis películas servem de mote a uma exposição patente na Galeria Wrong Weather (Av. da Boavista, 74) assinada, respectivamente, por António MV (co-criador do Bela TV), Sandra Araújo, Mauro Ventura, Von Calhau!, Júlio Dolbert e Rita Roque.

IMG_9660.JPGJá o espaço Maus Hábitos é o espaço de convívio dedicado, por exemplo, às várias festas que acontecem ao longo dos dias de festival, a uma homenagem ao ícone David Bowie (6 de Outubro a partir as 23h30) sob a batuta de Nuno Galopim e Álvaro Costa, em mais um Queer Pop, e a uma sessão especial na noite de 7 de Outubro sobre uma visão manipulada e proveniente das redes sociais em “A Crackup at the Race Riots” de Leo Gabin (Bélgica, 2015).

A malavoadora.porto é o espaço escolhido para o encontro diário entre público, convidados e equipa. Para além disso aqui poderá ser visto o programa de curtas Normcore (nove curtas que passam no último dia do festival, a partir das 17h30), uma master class dos realizadores Tom Kalin e Cheryl Dunye (6 de Outubro às 11 horas), as performances de Gonçalo C. Ferreira e Joana Castro e ainda o espaço onde se exibe a competição de curtas In My Shorts com trabalhos de estudantes e artistas da região Norte do país.

O QP é a última oportunidade para ver “Absolutely Fabulous: The Movie”. Fora do circuito comercial no nosso país, a fita encerra o festival em dose dupla: na noite de encerramento (Sábado, 8 de Outubro, às 21h) com repetição no Domingo, dia 9, às 19h.

O júri desta segunda edição é composto por Sandra Lopes (produtora da RTP), Júlio Dolbeth (professor, ilustrador e artista) e pelo cineasta, argumentista e activista norte-americano Tom Kalin que assina o filme "Swoon". O certame reúne 30 filmes provenientes de 15 países. Os EUA são o país mais representado com 13 fitas, seguido de Portugal, com cinco filmes. O calendário de todo o festival pode ser consultado aqui: www.queerporto.pt