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Rui Maria Pêgo: "Ir aqui, na próxima terça-feira, entre as 18h e as 20h"

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Sobre a existência do campo, um porta-voz da presidência da Chechénia diz: "Não se pode prender ou perseguir pessoas que não existem aqui, Se tais pessoas existissem na Chechénia, as autoridades não teriam que se preocupar, porque as próprias famílias tratariam de enviá-los para sítios de onde já não pudessem voltar".

Há quase um ano escrevi um post sobre como o ódio nos ia levar a todos para dentro de um forno. Uns primeiro do que outros, é certo.

Na Chechénia, república satélite russa onde a sociedade é ultra conservadora, a luta pode parecer inglória.

Como é que se muda um regime que usa a psicopatia como slogan?

É provável que um post meu, ou teu, ou do teu irmão - porque afinal todos até temos um amigo que é, não é? - caia perdido num feed interminável de lamentações e chamadas de atenção e cães a caçarem likes.

Foi o que achei na altura quando fiz um texto sobre o atentado de Orlando, Flórida que teve um reach de 1,5 milhões de pessoas. Na altura, acrescentei que não era por ser gay que o escrevia, mas porque ninguém, seja de que tamanho, raça, orientação sexual, política ou alimentar, seja que coisa for (!), deve ser atirado ao chão, humilhado, quebrado, invadido, torturado ou morto.

Não era sobre mim. Era sobre o acontecimento.

Interessa-me pouco se a reacção foi outra, se se falou de mim ou do que quero e gosto - embora tenha visto tanto amor, obrigado por isso.

Tocou-se no ponto que queria: houve uma discussão sobre um tema que parece estar assimilado pela sociedade, mas não está.

E o tema não é só a homossexualidade. É também a diferença.

Neste momento, neste mundo, homens e mulheres estão ser enviados/as e assassinados/as por serem qualquer coisa ou suspeitar-se de que são qualquer coisa.

Podiam ser ideias. Neste caso, as pessoas com quem querem viver amor.

Dir-me-ão: "Isso acontece todos os dias, de mil maneiras diferentes, nos 4 cantos do mundo". Verdade.

Mas está a acontecer agora, pelas 19h de Lisboa, num planeta que partilhamos.

Às vezes, chega-se muito longe com as letras certas.

Partilhando, então, voa-se.

 

E depois há outras coisas a fazer. Assinar isto: https://www.change.org/p/russia-prosecutor-general-investigate-mass-murder-and-torture-of-lgbt-people-in-chechnya

 

Ir aqui, na próxima terça-feira, entre as 18h e as 20h: https://www.facebook.com/events/444511415941085

 

Juntarmo-nos a isto: https://www.amnesty.org.uk/actions/stop-abducting-and-killing-gay-men-chechnya

Agir.

 

Outras ideias, ali - http://www.dazeddigital.com/artsandculture/article/35576/1/help-stop-the-torture-of-gay-men-in-chechnya 

 

Vamos tentar? #LGBT

 

Rui Maria Pêgo, apresentador

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