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África do Sul: Morrem em treino destinado “a fazer homens” jovens considerados efeminados e fracos

Três jovens sul-africanos faleceram entre 2007 e 2011, vítimas de maus tratos sofridos num acampamento para-militar destinado a “fazer homens” destes jovens considerados efeminados e fracos.

 

Reconhecida bandeira de África do Sul com arco-íris

A África do Sul tornou-se no primeiro Estado do mundo em que a bandeira do país, com as cores do arco-íris, foi reconhecida oficialmente. Desta forma, a bandeira poderá presidir a actos oficiais promovidos por entidades governamentais, fazendo do país pioneiro ao transformar a bandeira num símbolo da diversidade sexual do país.

Dos EUA ao Paquistão: apelo para uma marcha mundial pelos direitos LGBT a 21 de Abril

 

Joseph Knudson, activista dos direitos LGBT e autor do The Gayly Blogger, apelou à comunidade LGBT mundial para que participasse numa marcha pelos seus direitos civis no próximo dia 21 de Abril. Juntamente com outros activistas, Knudson criou um evento do Facebook intitulado Let's Reach 1 Million People Campaign...It's A Start! LGBT Equality.

 

Dia histórico na ONU: aprovada resolução sobre orientação sexual e identidade de género

O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou hoje, em Genebra, uma resolução sobre orientação sexual e identidade de género. Esta foi a primeira vez que este órgão aprovou uma resolução específica sobre este tema.

Governo sul-africano vai combater “violações correctivas”

O Governo sul africano anunciou a criação de um grupo especial para combater crimes de ódio contra a comunidade LGBT. O anúncio foi feito hoje pelo porta-voz do governo Tlali Tlali, uma semana após  o assassinato e violação de Noxolo Nogwaza, lésbica e activista pelos direitos LGBT. 

 

 

Dez anos desde a primeira lei que permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Helene Faasen e Anne-Marie

O primeiro passo no reconhecimento para a igualdade LGBT no mundo foi dado a 1 de Abril de 2001 nos Países Baixos. A lei ampliou o direito ao casamento aos casais do mesmo sexo e o primeiro casal do mesmo sexo a contrair casamento foi Helene Faasen e Anne-Marie.

África do Sul: Parlamento não quis felicitar Mr. Gay World 2011

A moção apresentada no parlamento sul-africano para felicitar François Nel pela sua vitória no concurso Mr. Gay World foi chumbada esta terça-feira. A proposta de felicitação tinha sido apresentada pelo oposição Aliança Democrática (AD), mas foi chumbada pelos partidos de inclinação cristã, nomeadamente o Partido Cristão Democrático Africano (PDCA) e pelo Freedom Front Plus. A moção pretendia também exultar o facto de Joanesburgo ter sido escolhida para acolher o concurso em 2012. Segundo o deputado da AD Gareth Morgan aqueles dois partidos foram os únicos que se opuseram à esta moção.

Estudos clínicos mostram efeitos benéficos de profilaxia do VIH com anti-retrovirais

Um estudo  publicado no New England Journal of Medicine, realizado por investigadores da Universidade da Califórnia em São Francisco, mostrou importantes efeitos benéficos de um dos anti-retrovirais usados no tratamento da infecção por VIH (Turvada) quando o medicamento é tomado por pessoas que não estão infectadas quando iniciam o tratamento. Entre os que tomaram a medicação, o número dos que contraíram o vírus foi cerca de metade (44% de redução) quando comparado com o grupo que tomou um placebo. O grau de protecção é ainda maior (73%) quando se analisam apenas os participantes que tomaram a medicação em pelo menos 90% das alturas em que o deveriam fazer.

Participaram neste estudo, que decorreu entre Julho de 2007 e Dezembro de 2009, perto de 2500 homens residentes nos Estados Unidos, Brasil, Peru, Equador, África do Sul e Tailândia.

Este estudo demonstra a capacidade de os medicamentos actualmente utilizados em indivíduos sero-positivos de prevenirem a infecção no resto da população, neste caso em homens que têm sexos com outros homens. Estão ainda a decorrer estudos semelhantes em mulheres e em utilizadores de drogas injectáveis.

Os investigadores alertam para a necessidade de estudar a possibilidade do tratamento profilático poder vir a gerar resistência do vírus aos compostos administrados, situação comum no tratamento de outros agentes infecciosos como a Tuberculose ou a Malária.

Ainda assim, os resultados são muito encorajadores para o controlo do VIH não só pelos efeitos directos do tratamento, mas pelos impactos positivos que a participação no tratamento teve na redução dos comportamentos de risco, provavelmente por incutir nos participantes uma maior consciencialização para os riscos da infecção por VIH.

 

Daniel Carapau

 

Fontes: Público e New England Journal of Medicine

Queima de armário choca Cidade do Cabo

Na Universidade da Cidade do Cabo (UCT) celebra-se esta semana a Pink Week, organizada pela Rainbow UCT, uma associação de estudantes LGBT, com o propósito de celebrar e promover a diversidade sexual.

Apenas 12 horas depois do início do evento um armário cor-de-rosa apareceu queimado. A destruição do símbolo  deste evento chocou os estudantes que manifestaram de imediato a sua indignação através do Twitter e do Facebook.

Os organizadores da Rainbow UCT pedem que este incidente seja tratado como crime de ódio. Os organizadores da Pink Week espalharam cartazes por toda a universidade: “Este armário foi posto aqui para representar sentimentos homofóbicos que ocorrem na nossa sociedade. E pelos vistos, também no nosso campus.”

Dylan Jack Van Vuuren, presidente da Rainbow UCT, declarou estar muito preocupado com “este acto cobarde de fogo posto” Apesar disso, Van Vuuren assegurou que a Pink Week vai prosseguir como planeado.

O vice-presidente da UTC, Max Price, acrescentou: “Esperávamos que nesta altura os direitos da comunidade LGBT fossem aceites e que pudéssemos simplesmente celebrá-los em vez de ainda lutar por eles. No entanto, ainda há pessoas que não reconhecem que estes direitos estão escritos na nossa constituição. Ainda temos muito caminho pela frente.”

A África do Sul foi o primeiro país do mundo a proibir expressamente, em 1996, na sua Constituição a discriminação baseada na orientação sexual. O casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado em 2006.

Lúcia Vieira

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Lésbicas demonstraram o seu orgulho no Soweto

"Justiça para Zoliswa Nkonyana. Zoliswa foi assassinada por ter ousado dizer: “não somos marias-rapazes, somos lésbicas"

 

Sob o tema “Abraçar a Diversidade”, milhares de lésbicas sairam ontem às ruas do Soweto  para celebrar a sua sexualidade e humanidade no Dia do Orgulho Gay. A cidade do Soweto situa-se contígua à capital, Joanesburgo, e foi estabelecida em 1963, para juntar sob uma mesma administração, um conjunto de bairros exclusivos para negros durante o período do Apartheid.

O Soweto Pride é organizado pelo Forum for the Empowerment of Women (FEW), que promove a tolerância da diversidade sexual em bairros desfavorecidos. O evento relembrou ainda as vítimas e sobreviventes de crimes motivados pelo preconceito no Soweto – incluindo imigrantes que enfrentam violência xenófoba e outros grupos minoritários que são estigmatizados e discriminados.

Ao programa político no final da marcha seguiu-se um programa cultural para celebrar as lutas e vitórias da comunidade negra lésbica em particular, o movimento das mulheres lésbicas, bissexuais e transgénero. Várias personalidades dos campos político, religioso e comunitário foram convidadas para uma palestra onde denunciaram crimes motivados por ódio.

O Soweto Pride é também uma oportunidade para a comunidade lésbica sul-africana criar um espaço político e social de visibilidade. Phindi Malaza, a coordenadora da programação do Pride declarou que este evento oferece a oportunidade para a sociedade expressar a sua solidariedade e apoio à comunidade LGBT e continuou “o objectivo do Soweto Pride é assegurar que as lésbicas que aqui vivem deixem de ser vítimas de ataques homofóbicos ou qualquer outro tipo de crime. Queremos que estas mulheres se sintam seguras e protegidas não só neste dia, mas sempre.”

Dikeledi Sibanda da FEW apontou que o tema escolhido para este ano foi a maneira encontrada para incluir o público em geral, mesmo que não pertença à comunidade LGBT. No entanto, foi o homicídio de Zoliswa Nkonyana, em 2007, com apenas 19 anos de idade que chocou o país e mais contribuiu para aproximar o público da comunidade LGBT. Recorde-se que segundo as estatísticas as lésbicas sul-africanas são alvo de mais de meio milhão de estupros por ano.

As comemorações do Pride em Joanesburgo estão marcadas para o próximo Sábado.

 

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Lésbicas alvo de "violação correctiva" na África do Sul

Segundo a associação internacional Charity ActionAid, houve um aumento de ataques homofóbicos e estupros a mulheres e estes são tidos como uma forma de castigo ou “cura”. Um relatório publicado em Março do ano passado indicava que houve um aumento do número de “violações correctivas” e assaltos a lésbicas na África do Sul. Estima-se que haja cerca meio milhão de estupros por ano naquele país africano e que em cada 25 homens acusados, 24 saiam em liberdade. Eudy Simelane, jogadora da equipa feminina nacional de futebol e activista pelos direitos das pessoas LGBT, foi uma das vítimas de "violação correctiva". Em Abril de 2008 Eudy Simelane foi esfaqueada depois de ter sido assaltada e violada por vários homens. O corpo de Simelane foi atirado a um rio. Themba Myubu, de 24 anos, foi o único acusado de assassínio, assalto e cúmplice de estupro da jogadora sendo sentenciado em Setembro de 2009 a ficar encarcerado para o resto da vida.

 

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