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Nem na mata se encontram histórias assim

Vítor Silva: “Todas as conquistas das últimas décadas foram conseguidas à custa do activismo LGBTI”

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Queríamos que a primeira entrevista do ano no dezanove fosse feita com os olhos voltados para o futuro. Nada que melhor do que o fazer com a rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, trans, intersexo e apoiantes. A única associação de jovens LGBTI de Portugal completa este ano 14 anos de existência e, apesar dos avanços na lei, continua a receber pedidos de apoio ao mesmo tempo que sente a necessidade de se reinventar e aos seus projectos base.

Fomos falar com Vítor Silva, o recém-eleito presidente desta associação de jovens, para saber das novidades que se avizinham, como as referências o concerto solidário e o acampamento internacional para jovens LGBTI, e as apostas que são para manter. Pelo meio ficamos a conhecer a nova Direcção e os apelos que são feitos a quem ler esta entrevista.

Pastelaria que recusou fazer bolo de apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo foi multada

 Pastelaria recusa fazer bolo de casamento gay Ashe

Os responsáveis por uma pastelaria situada em Belfast, na Irlanda do Norte, recusaram fazer um bolo com a frase “Apoiem o casamento gay” e, por essa razão, foram acusados de discriminação e multados.

Mulheres Negras Lésbicas e Bissexuais de Lisboa: "Apesar da nossa total invisibilidade em todos os espaços, nós existimos"

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Já passaram alguns meses desde a Marcha do Orgulho LGBT de Lisboa. Quem esteve presente não deve ter esquecido ainda os momentos do discurso poderoso e arrebatador das mulheres negras lésbicas e bissexuais de Lisboa.  E quem não foi à marcha e não sabe do que estamos a falar? E quem quer saber mais sobre estas guerreiras que com determinação e um sorriso enorme levam o activismo na voz e na alma? Respondemos a estas questões com uma entrevista conjunta às responsáveis pelo Colectivo Zanele Muholi:

As Marchas são para todos

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Neste ano, que já vai a mais de meio, muitos foram os ataques feitos à Humanidade, alguns dos quais especificamente dirigidos a pessoas LGBT, como o atentado no clube Pulse, em Orlando. Devido ao ataque, muitas foram as pessoas que sentiram que deveriam fazer mais, por todos, e isso notou-se na 16.ª Marcha de Orgulho LGBT lisboeta.

 

À 17ª edição, foram estas as reivindicações no Orgulho LGBTI de Lisboa (com vídeo)

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É uma das marchas reivindicativas portuguesas com mais organizações presentes. Nem todas estas associações e colectivos dirigem o seu trabalho primordial junto de pessoas LGBTI, mas são unânimes na luta contra a discriminação e na defesa da igualdade. A marcha mais colorida da capital do país contou este ano com 21 organizações e ainda um colectivo recente que levou uma das maiores ovações da tarde: Colectivo de Mulheres Negras Lésbicas de Lisboa - Zanele Muholi (artigo em construção).

 

Alojamentos turísticos de Afife multados e obrigados a retirar condições discriminatórias 

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Os três empreendimentos turísticos localizados em Afife, distrito de Viana do Castelo, que vedavam a entrada a gays e lésbicas, adeptos de futebol, frequentadores/adeptos de festivais de música de verão" já retiraram estas condições dos sites de reservas. Mantêm-se apenas as advertências para “consumidores de estupefacientes e quaisquer substâncias psicotrópicas” que queiram aceder à Casa D’João Enes, Casa d’Eira e Casa D’Alambique.

 

“Princesas impossíveis”, um retrato de seis pessoas trans em São Paulo (com vídeo)

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“Estamos em uma era de desconstrução de preconceitos, em especial a LGBTfobia. No entanto, a exclusão sofrida por transgéneros continua notavelmente ignorada nos debates sobre discriminação e, nas raras ocasiões em que o tema é apreciado junto ao grande público, isso costuma se dar por um viés patologizante, altamente criticado por vários militantes da causa.

 

"Os jovens mudaram e a rede ex aequo também está em mudança"

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Em Junho de 2006, com 16 anos, fiz uma pesquisa sobre um livro de temática trans que tinha interesse em ler e sem querer encontrei o site da rede ex aequo. O primeiro contacto que tive com esta associação foi através do fórum online, como tantas outras pessoas, onde se debate sobre uma imensidão de questões relacionadas com a orientação sexual e a identidade e expressão de género. Nunca tinha tido acesso a tal informação, nem na escola nem em casa. Ou melhor, ouvia alguns insultos a voarem. Algo está errado quando uma jovem fica a saber o que é uma fufa antes de lhe ser ensinado o que é uma lésbica.