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“A Direcção-Geral de Saúde nada fez em todo este tempo”

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“O Centro Europeu de Vigilância Epidemiológica (ECDC) alertou as autoridades europeias para o surto de hepatite A em Agosto de 2016. Os primeiros casos 'em excesso' começaram a ser notificados em dezembro de 2016. A Direcção-Geral de Saúde (DGS) nada fez em todo este tempo e não acautelou o stock de vacinas, agora em ruptura”. A denúncia é do médico Bruno Maia, que é também activista do CheckpointLX/GAT, num artigo de opinião publicado no jornal Público.

 

 

 

Nasceu o PrEP.pt, o site sobre profilaxia pré-exposição em português

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Acaba de ficar online o PrEP.pt, o novo site sobre profilaxia pré-exposição (PrEP) em português. Recorde-se que a Agência Europeia do Medicamento aprovou este Verão a PrEP, uma ferramenta que se tem revelado altamente eficaz na prevenção de novas infecções de VIH, nos países onde ela já existe. Em Portugal, a PrEP ainda não foi aprovada. No entanto, existem já muitos homens que fazem sexo com homens a fazer PrEP, comprando um genérico do medicamento de marca (Truvada) através da internet.

 

 

 

À 17ª edição, foram estas as reivindicações no Orgulho LGBTI de Lisboa (com vídeo)

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É uma das marchas reivindicativas portuguesas com mais organizações presentes. Nem todas estas associações e colectivos dirigem o seu trabalho primordial junto de pessoas LGBTI, mas são unânimes na luta contra a discriminação e na defesa da igualdade. A marcha mais colorida da capital do país contou este ano com 21 organizações e ainda um colectivo recente que levou uma das maiores ovações da tarde: Colectivo de Mulheres Negras Lésbicas de Lisboa - Zanele Muholi (artigo em construção).

 

"A primeira Marcha do Orgulho no Porto só se fez por causa da Gisberta"

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O telefone tocou a meio da tarde. Era o Sérgio [Vitorino]. Estava muito frio, não queríamos sair da cama. A única coisa que entendi foi que teriam encontrado um “travesti” morto, com sinais de tortura no corpo, numa construção abandonada no centro do Porto.

Porque comecei a fazer PrEP

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Nasci no ano em que a SIDA se passou a chamar SIDA. Quando ainda não se sabia o que a provocava. Primeiro foi o “cancro gay”, depois o “GRID” (imunodeficiência associada aos gays). A seguir conhecemos o VIH. E logo as campanhas moralistas impulsionadas pelo silêncio assassino de Ronald Reagan que proclamavam a SIDA como o “castigo” pelos gays serem gays – quem não se lembra da famosa frase “A SIDA cura a homossexualidade”? Já no final da década e inícios dos anos 90 vieram as mortes dos famosos, histórias de solidariedade e luta, o AZT e as grandes manifestações em Nova Iorque do Act Up.

 

“As pessoas trans são o grupo mais invisível da comunidade LGBT” (vídeo)

A 22 de Fevereiro de 2008, dois anos após o assassinato de Gisberta, o deputado do Bloco de Esquerda José Soeiro organizou a primeira audiência parlamentar que contou pela presença de pessoas trans. Agora, é o responsável pelo projecto do Bloco que pretende simplificar a mudança de sexo e de nome próprio no registo civil e que será discutido na Assembleia da República na quarta-feira. Em entrevista ao dezanove, José Soeiro sustenta que existe uma maioria para aprovar as mudanças à lei e aponta alguns caminhos que podem ser seguidos para diminuir a discriminação de que as pessoas trans são alvo.

 

dezanove: Acredita que a lei de mudança de género tem condições para reunir uma maioria no Parlamento de forma a que seja aprovada na próxima quarta-feira?

José Soeiro (JS): Sim. O Bloco apresentou em Junho o seu projecto. Uns meses mais tarde, o governo apresentou também a sua proposta, que pretende responder às mesmas preocupações que o projecto de lei do Bloco. Basicamente, reconhecer a identidade de género das pessoas transexuais e retirar todo o processo de alteração do registo do sexo e do nome dos tribunais. Em Espanha uma lei idêntica foi aprovada no Senado sem votos contra. Creio que em Portugal haverá uma maioria para passar estes dois projectos.

 

Como é que encara a forma como a imprensa tem retratado este assunto? É um sinal de que ainda existe muito desconhecimento sobre a questão trans em Portugal?

As pessoas trans são o grupo mais invisível da comunidade LGBT. Frequentemente, a imagem pública que se constrói dos e das trans é uma caricatura, entre a pura confusão com a realidade travesti e o retrato da prostituição. Felizmente, tem havido alguns trabalhos jornalísticos que têm dado tido uma maior atenção no tratamento desta população, restituindo-lhe a palavra própria e a dignidade de serem respeitadas.

 

Os transexuais, já referiu por várias vezes, são o grupo social com a taxa de desemprego mais alta, provavelmente à volta dos 90%. Para além da aprovação da nova lei, o que é que pode ser feito para diminuir esta discriminação?

Tem de haver muito trabalho cultural e social, muito mais visibilidade, maior auto-organização, uma educação contra os preconceitos, maior informação sobre a sexualidade e as identidades de género. Tem de haver formação para quem trabalho nos serviços públicos, dos hospitais à polícia. Tem de haver provavelmente medidas de discriminação positiva em várias áreas.

 

 

Nota: Vídeo editado pelo Esquerda.net, site oficial do Bloco de Esquerda

 

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