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Movimento LGBT começa a posicionar-se em alegados casos de violência doméstica que envolvem activistas

Marcha LGBT do Porto em 2011 - foto de Horta do Rosário

Um caso bicudo, este, para os movimentos LGBT portugueses e para o micro-universo activista do País: uma activista com prominência no meio acusada por duas ex-namoradas de violência física e psicológica está a obrigar as organizações a tomar decisões: remover a pessoa em questão do meio activista sem apelo nem agravo ou guardar o silêncio até que a justiça se pronuncie, mantendo-a “em funções” apesar das acusações que lhe são imputadas?

Activista do Caleidoscópio LGBT acusada de violência doméstica. Visada considera todas as acusações “falsas”

violência lésbicas portugal.jpg

Acusações de violência física, psicológica, sexual e económica entre activistas lésbicas do movimentos LGBT português estão a gerar uma onda de solidariedade e indignação. Paula Antunes, responsável pelo Caleidoscópio LGBT, recusa todas as acusações de que está a ser alvo por parte de Mafalda Gomes e Isabel Martinez.

 

Porto e Lisboa: Activistas organizam beijaço de protesto no Dia dos Namorados

beijaço gay porto.jpg

O colectivo portuense Caleidoscópio LGBT está a convocar através das redes sociais um beijaço de protesto para o próximo Dia dos Namorados. Afirmar o direito a viver numa cidade sem medo e sem violência está na origem desta acção.

O vídeo da Marcha do Orgulho LGBT do Porto (com vídeo)

O Orgulho LGBT saiu pela sexta vez às ruas do Porto no último sábado. A organização da Marcha foi constituída por 13 grupos (Bloco de Esquerda, Caleidoscópio LGBT, Grupo de Intervenção Solidário; Grupo Identidade xy, Juventude Socialista, Panteras Rosa, Partido Humanista Poly Portugal, Ponto Bi, PortugalGay.pt, Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, SOS Racismo e UMAR), aos quais se juntaram outras organizações. Vê o vídeo com alguns dos pontos altos da tarde.

Marcha do Porto: O que (não) está a mudar nos agentes de autoridade

 

Belmiro Pimentel voltou a ser o único participante da Marcha do Orgulho LGBT do Porto a dar a cara por uma organização profissional. O agente da PSP, responsável pelo Grupo Identidade XY, referiu ao dezanove que "há muito medo e receio" de mais agentes da autoridade darem a cara. No entanto, "tem havido uma mudança clara nas forças de segurança", considera, dando como exemplo o casamento entre duas agentes da GNR, que obteve repercussão nacional. Mesmo assim, prossegue Belmiro Pimentel, "é necessária mais formação nesta área".

Orgulho saiu às ruas do Porto

 

“Eu estou abismado”, comentou ao dezanove António Paulo, 62 anos, quando se deparou com a chegada da Marcha do Orgulho LGBT do Porto à rua de Santa Catarina. Ao longo dos passeios da principal rua comercial do Porto, na rua de Sá da Bandeira e na zona do Bolhão, centenas de pessoas pararam para assistir este sábado tarde à passagem da Marcha. Houve até que integrasse o grupo de manifestantes para tirar fotografias ao lado dos promotores musculados do portal Manhunt ou das transexuais. A organização da Marcha tinha feito saber que esperava duas mil pessoas, no entanto, o número terá ficado, segundo um agente da PSP que acompanhou a marcha, nas “quinhentas pessoas”.

Porto já tem data para marchar

9 de Julho é a data que a comissão organizadora da Marcha do Orgulho LGBT do Porto (MOP) escolheu para levar às ruas da Invicta a sexta edição do evento. A comissão organizadora da MOP é composta por 13 entidades: Bloco de Esquerda, Caleidoscópio LGBT, GIS - Grupo de Intervenção Solidário, Grupo Identidade xy - Sindicato unificado da Polícia, Juventude Socialista, Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, Partido Humanista, Poly-Portugal, Ponto Bi, PortugalGay.pt, Rede PJIOMH - Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, SOS Racismo e UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Marcha Porto: Caleidoscópio LGBT: “As pessoas pensam que com o casamento está tudo acabado, mas não”

 

Em Janeiro de 2007 nascia o Caleidoscópio LGBT. “Havia necessidade de criar no Porto um grupo mais fluído que pudesse intervir e focar-se no activismo no Porto e no norte do país”, relembra Paula Antunes, dirigente do grupo que integrou a 5ª Marcha do Orgulho LGBT do Porto, que decorreu no passado Sábado. Ao longo destes anos, o Caleidoscópio LGBT tem participado em tertúlias e em sessões de esclarecimento em escolas e câmaras municipais. Muito do activismo passa também pela intervenção online. “Apostamos muito nas novas tecnologias da informação e comunicação. Somos, por exemplo, a organização com maior número de fãs e seguidores nas redes sociais.”

Paula Antunes considera que, apesar da aprovação da lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, há muito trabalho pela frente. “Ainda há muita homofobia e discriminação. Isso só se combate com sessões de esclarecimento nas escolas e junto do público em geral. As pessoas pensam que com a aprovação do casamento está tudo acabado, mas não”, afirma a dirigente.

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Marcha Porto: O que reivindicaram os activistas LGBT

Com o tema da Família e mote “Existimos, Direitos Exigimos!”, a Marcha do Orgulho LGBT atravessou este Sábado as ruas da Invicta. As atenções dos transeuntes prendiam-se à passagem dos manifestantes. Um dos pontos altos ocorreu na Rua de Santa Catarina, onde se aglomeraram centenas de pessoas que, nesta tarde de Sábado, puderam ler os cartazes empunhados pelos activistas e ver as mais variadas manifestações de afectos dos participantes. Às 17h45, quando os participantes se sentaram na principal rua comercial da cidade, muitos olharam com surpresa para este gesto ao que se acrescentou a divulgação do manifesto da 5ª edição da marcha portuense: “Porque a rua é o palco de todas as lutas e celebrações de uma comunidade constituída por lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgénero, que está a vencer o medo e a vergonha de tantos anos, impostos por uma sociedade homofóbica e preconceituosa - séculos de discriminação e humilhações. A orientação sexual e a identidade de género, não nos diminui nem nos torna melhores seres humanos, mas temos orgulho na bandeira arco-íris, símbolo da diversidade e da visibilidade dos nossos amores. Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre das pessoas, lugar para a partilha de afectos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de todos os outros”, pôde ouvir-se na Rua Santa Catarina. A marcha rumou depois para a Praça D. João I onde se reuniram as entidades organizadoras e se ouviram algumas das palavras mais fortes da tarde. O dezanove relembra as frases principais:

 

“Nós estamos aqui pelos que aqui não podem estar. O Caleidoscópio congratula-se e acredita que é importante trabalharmos unidos nesta luta. É de longe a maior marcha de sempre.” (Paula Antunes, Caleidoscópio LGBT)

 

“Eu tive um sonho, era surdo e não ouvia os disparates constantes e os risinhos fáceis que nos são direccionados, era cego e não via os olhares de repúdio que com todos os dias nos deparamos era mudo e não podia reagir a tanto absurdo que nos vai matando pouco a pouco, mas acordei. Estava na hora de dizer: Basta!” (Belmiro Pimentel, agente da PSP, Grupo Identidade XY)

 

"A bissexualidade não é uma questão de fé." (Paula Valença, Ponto Bi)

 

“É com orgulho que estamos aqui. Amamos quem quisermos, somos quem quisermos. No poliamor, amor não empata amor!” (Ana Afonso, Poli Portugal) 

A CASA “nasceu há um ano um projecto para combater as discriminações de género, denunciar práticas de violência de género e exigir a disciplina de educação sexual nas escolas” (Manuel Damas, CASA – Centro Avançado de Sexualidades e Afectos)

 

“É com grande motivo de orgulho que desde sempre lutamos pela igualdade entre todas e todos” (representante da Juventude Socialista)

“Foi com muita luta que conseguimos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas isso não chega! Foi apenas um pequeno passo. O nosso objectivo é viver numa sociedade sem qualquer tipo de discriminação, numa democracia justa. O silêncio é a arma mais poderosa da discriminação. Temos de lutar contra o silêncio e contra a sociedade que ainda recusa a uma pessoa transexual documentos para viver e lhe diz que é doente: não é! Queremos direitos já! Lutamos pelo direito à identidade.” (Ricardo Sá Ferreira, Bloco de Esquerda)

“Passaram 41 anos sobre Stonewall e chegamos aqui após vários muros. Quantos mais serão preciso derrubar? Não esperaremos nem mais um dia enquanto houver discriminação. Vivemos num mundo heterossexista que oprime as crianças nas escolas. Afiamos as garras contra as opressões e pelos nossos direitos!” (Irina Castro, Panteras Rosa)

Há 10 anos comecei a dar a cara pela cidade que eu amo. Passados cinco anos a Gisberta foi assassinada e não podíamos perder a oportunidade de pedir justiça. Resta agradecer-vos.” (João Paulo, PortugalGay.pt)

 

Nós reivindicamos os mesmos direitos entre homens e mulheres. Queremos o acesso à procriação medicamente assistida para as mulheres. Queremos uma sociedade mais justa com paridade e igualdade.” (representante da Rede Portuguesa de Jovens pela Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens)

Porque a discriminação não tem cor, religião, política, orientação sexual… Ainda há muito para lutar. Portugal apenas concedeu 140 pedidos de asilo e nenhum por orientação sexual. “ (Marta Pereira, SOS Racismo)

Feminismos e movimento LGBT encontram-se entrelaçados. Decidimos visibilizar as críticas as binarismo de género porque somos mais do que mulheres e homens, lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros: categorias inventadas de modelos ideais pelas quais nos deveríamos pautar.” (Lurdes Domingues, UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta)

 

 "Estamos muito contentes por vermos tanta gente na marcha e agradecemos a todos os presentes por darem a cara para combater o heterossexismo.” (Sara Oliveira, MICA-me – Movimento de Intervenção Cultural e Artística LGBT)

 

“Somos pais e mães de gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros com muito orgulho. Viemos aqui dizer que temos orgulho dos nossos filhos, que não temos medo. Não vamos permitir que a sociedade os discrimine. Estamos ao lado de todos vós por uma sociedade mais justa. Pedimos aos pais que se aproximem dos pais e aos pais que se aproximem dos filhos.” (Margarida Faria, Amplos – Associação de Mães e Pais pela Libertação da Orientação Sexual)

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