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Croácia muda Constituição para definir casamento apenas "entre um homem e uma mulher"

Os croatas aprovaram este Domingo, em referendo, uma revisão da Constituição para impedir o acesso de casais de pessoas do mesmo sexo ao casamento. De acordo com os primeiros dados divulgados, 64,8 por cento dos croatas tinham votado sim à pergunta sobre se o casamento deve ser definido na Constituição como "a união entre um homem e uma mulher".

28. Festroia: vamos ter filmes LGBT em terras do Sado (com vídeos)

O Festroia está de regresso, este ano um pouco mais tarde, de 21 a 30 de Setembro, mas com a mesma diversidade com que sempre nos habituou: serão exibidos filmes de cerca de 40 países. Já na sua 28.ª edição o Festival está também de volta à casa mãe, o renovado Fórum Luísa Todi. O Festival sadino faz uma homenagem ao cinema croata, pois "é uma consequência natural de mais de uma década de apresentação de filmes oriundos da Croácia ao público português". E onde a actriz portuguesa Alexandra Lencastre será homenageada com o Golfinho de Ouro de Carreira e o actor croata Rade Serbedzija será agraciado com o Golfinho de Carreira.


Já podes responder ao Inquérito LGBT Europeu

A Agência Europeia dos Direitos Fundamentais da União Europeia acaba de lançar o inquérito online Inquérito Europeu LGBT para obter uma imagem precisa das vidas de pessoas LGBT que vivem nos 27 países da União Europeia e na Croácia, país que irá integrar em breve o espaço comunitário.

 

Maioria dos gays portugueses continua “dentro do armário”

Apesar de Portugal ser um dos poucos países do mundo que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a forma como a comunidade gay masculina vive a sua orientação sexual ainda está longe da aceitação total. Segundo os resultados preliminares do estudo EMIS (The European MSM Internet Survey), a maioria dos homossexuais masculinos portugueses continua dentro do armário, uma situação bastante distante da que se verifica na generalidade dos países da Europa Ocidental e que só encontra paralelo com a Europa de Leste. Dos 5.391 homens portugueses que participaram no estudo, 38,4 por cento afirmam estar “fora do armário”, um valor distante das maiorias que se registam na Alemanha (64,5 por cento), Espanha (65,1 por cento), Reino Unido (66,9 por cento), França (68,3 por cento), Bélgica (75,1 por cento) ou Holanda (81 por cento). Analisando apenas os países da Europa do Sul que integram a União Europeia, além de Espanha, apenas Itália (44,7 por cento) e Malta (51,2 por cento) apresentam valores mais animadores (44,7 por cento) que o caso português. Em contraste, 34,4 por cento dos gregos declaram ter saído do armário. Um número que cai para os 28,3 por cento no Chipre.

“Enormes diferenças podem ser encontradas em relação ao estar 'fora do armário'. Mais de dois terços dos homens estavam 'fora do armário' no Reino Unido, França, Suécia, Noruega, Bélgica e Holanda. Menos de um quarto estavam 'fora do armário' na Bósnia, Macedónia, Moldávia, Sérvia, Roménia, Croácia, Turquia, Lituânia, Ucrânia e Bielorrússia”, pode ler-se nas conclusões preliminares a que o dezanove teve acesso.

 

7,8 por cento vivem com VIH

O EMIS é o maior estudo feito até hoje na Europa com homens que fazem sexo com homens (o que inclui homossexuais, bissexuais e homens que se declaram ser heterossexuais). Ao todo participaram 180 mil homens de 38 países. O questionário esteve disponível online em 25 línguas desde Junho até ao final de Agosto deste ano.

Os primeiros resultados indicam que 45,9 dos participantes portugueses fizeram o teste para o VIH nos últimos 12 meses, isto quando a média do estudo é de 34,6 por cento. “O rastreio de VIH no último ano foi mais comum em Espanha, Portugal, Bélgica, e França. Foi menos comum na Lituânia, Finlândia, Eslovénia, Croácia e Turquia”, referem as conclusões. Além disso, 7,8 por cento dos participantes portugueses vivem com VIH, quando a média europeia se situa nos 4,8 por cento.

“Menos de 2 por cento de todos os participantes (incluindo os que nunca fizeram o teste do VIH) foram diagnosticados com VIH na Bósnia, Eslováquia, Chipre, Bulgária, Turquia, Malta, Estónia e Bielorrússia. Inversamente, mais de 9 por cento de todos os participantes foram diagnosticados com VIH na Suíça, Reino Unido, França, Luxemburgo e Holanda”, indica o relatório preliminar. No entanto, os responsáveis referem que estes valores podem não reflectir a verdadeira proporção “uma vez que algumas infecções ainda não foram diagnosticadas e que a motivação dos homens que vivem com VIH para preencher o questionário do EMIS pode variar entre os países. Uma média de idade mais elevada em alguns países pode igualmente ter contribuído para uma maior percentagem de homens infectados pelo VIH”.

Uma boa notícia: 65,9 por cento dos portugueses sentem-se satisfeitos com a sua vida sexual. A média europeia situa-se nos 55,6 por cento. Os homens mais satisfeitos encontram-se em Espanha, Bélgica, Suíça, Holanda e França, que são também os países onde existem maiores percentagens de homens fora do armário. O relatório final do EMIS será divulgado em Setembro do próximo ano.

 

Rui Oliveira