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“Não pareces nada gay, disfarças bem!”

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Por vezes ouvem-se elogios que são proferidos de forma a destacar pela positiva um homossexual discreto dos ditos efeminados. No entanto, quando se proferem elogios como “tu não pareces nada gay”, “enganas bem”, “ninguém diria”, “pareces mesmo um heterossexual” ou “deviam é ser todos como tu; não entendo porque têm de ser efeminados só porque são gays”, está-se a reproduzir estereótipos de género, nomeadamente a ideia tradicional do que é ser homem e também a ideia errada de que o gay tem de ser efeminado.

 

 

“Ser gay 'fora do meio' ainda reúne um conjunto de factores positivos”

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André Filipe Gonçalves apresentou a tese “A Identidade Social nas Redes Sociais Online: A Construção de Autoapresentações Anónimas Mediadas pelo Grindr”, no âmbito do mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação, do ISCTE (Lisboa). Em conversa com o dezanove.pt explica os motivações dos “discretos” do Grindr.

 

Ângelo Fernandes: "Até nem pareces nada gay"

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“Tu disfarças bem”; “Ninguém diria que eras”; “Nunca suspeitaria de ti”; “Se não me contasses não acreditava que és gay”. Estes são alguns dos comentários que é comum ouvir, seja de alguém heterossexual ou mesmo de alguém gay. Ainda recentemente disseram-me: “Até nem pareces nada gay”, e isso levou-me a reflectir: existirá um modelo gay? A resposta é: não. O que existem são preconceitos.

Efeminados: ser homossexual, mas ter de lidar com a crueldade vinda da própria comunidade?

Foi recentemente criada uma página intitulada: “Sou/curto afeminado”, uma página dedicada a todos aqueles que, como se já não bastasse a hostilidade da sociedade pseudo­moderna, ainda têm que suportar a crueldade vinda da própria comunidade homossexual. A página do Facebook que fez a divulgação da criação desta página foi a “[Humor controverso] Bixa Depressão”, chamando atenção para o problema daqueles homossexuais que afirmam "”Não curto afeminados" no Grindr/Scruff/Hornet da vida” e perguntando “Quantas e quantas vezes você já viu a palavra "Discreto" sendo usada como elogio necessário para a "conduta gay".