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Nem na mata se encontram histórias assim

Sara Martinho: "É importante falar de Hillary"

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"I know we have still not shattered that highest and hardest glass ceiling, but someday, someone will, and hopefully sooner than we might think right now." — Hillary Clinton

 

Hillary, com H grande

Hillary Diane Rodham, porque o apelido Clinton chegou mais tarde. Diz-se que cinco anos depois de ter casado e apenas pelas questões relacionadas com a estabilidade do seu casamento com Bill, entenda-se, junto de algum eleitorado. O de sempre, já se sabe.

 

Sobre a eleição de Trump: "Isto não é o fim do mundo – é apenas o fim de um mundo"

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Quando me pediram para escrever um artigo sobre as eleições de ontem, por um breve momento quis dizer “não, obrigado pelo convite.” Estou deprimido, triste e desapontado com o resultado – o país decidiu que ter alguém que mente, ofende, pratica bullying e tem potencial de entrar em rotura com a comunidade internacional é melhor do que ter uma mulher em que não confiam. Continuo em choque com a falta de racionalidade e lógica do que aconteceu.

Entre trocas e baldrocas - sou intersexo

santiago d almeida ferreira intersexo api portugal

Nasci a 18 de Maio de 1989 em Viseu. Entre trocas e baldrocas vim parar a Lisboa, onde estou, depois de ter corrido algumas cidades do país a fazer arte e activismo de forma voluntária (enquanto servia às mesas ou cozinhava para centenas de pessoas), ter morado em Hamburgo, Alemanha e durante os últimos dois anos ter passado por quase uma dezena de países europeus.

 

"Quando é dos casamentos homossexuais, não deixo"

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É sexta-feira. Não é um dia muito habitual para casamentos, mas por necessidade dos noivos tem que ser, até porque há que aproveitar o fim-de-semana prolongado para fazer uma mini lua-de-mel.

Ângelo Fernandes: Os gays como animais de exposição

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Na semana passada o jornalista Nico Hines escreveu um texto para o The Daily Beast onde afirmou ter conseguido, numa hora, três encontros gay para sexo na Aldeia Olímpica. O jornalista, assumidamente heterossexual, casado e com filhos, criou conta no Grindr para evidenciar como os atletas gays estão, naturalmente, disponíveis para sexo.

 

 

Ângelo Fernandes: "Até nem pareces nada gay"

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“Tu disfarças bem”; “Ninguém diria que eras”; “Nunca suspeitaria de ti”; “Se não me contasses não acreditava que és gay”. Estes são alguns dos comentários que é comum ouvir, seja de alguém heterossexual ou mesmo de alguém gay. Ainda recentemente disseram-me: “Até nem pareces nada gay”, e isso levou-me a reflectir: existirá um modelo gay? A resposta é: não. O que existem são preconceitos.

“Unides” como os dedos das mãos – Marchamos, cantando e rindo

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Qualquer sinal de confusão ideológica no título deste artigo não é pura coincidência. Afinal, quando a piada não é engraçada, há que saber rir para não chorar.

Percebo a subversão que é um evento LGBT utilizar uma frase do fascismo para anunciar a sua festa. Até consigo perceber que o orgulho de sermos nós, de podermos ser nós, tenha um certo vislumbre de empoderamento, de libertação.

António Fernando Cascais: "Um crime trágico sobre o qual não se pode fazer silêncio"

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Não é nada fácil escrever sobre o massacre de Orlando. E não por não ser evidente que se trata de um ataque homofóbico, já que o alvo e o propósito o provam sem qualquer margem para dúvida. O problema é que a verdadeira catadupa de explicações contraditórias dos factos e respectivas explorações políticas e ideológicas o complicam num emaranhado extremamente difícil de destrinçar. Pode-se mesmo dizer que cada simplificação só obscurece e piora a compreensão de um crime trágico sobre o qual, por outro lado, não se pode fazer silêncio.

Paulo Monteiro: “Enterramos as vítimas, mas não enterremos Orlando”

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Quando há uma semana nos deparámos com as primeiras e cruéis notícias de Orlando estávamos longe de imaginar a semana que se seguiria. Estivemos ao longo de dias agarrados às fontes de informação na esperança de saber algo mais. O que será que aprendemos? Que respostas vamos passar a dar?

Robert A. Sherman: As reflexões de um Embaixador sobre Orlando e o mês do Orgulho LGBT

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Estava na minha cidade natal de Boston quando ouvi as notícias do horrível ataque em Orlando que atingiu directamente 100 pessoas, entre feridos e mortos. Tinha aterrado horas antes no voo inaugural da TAP que liga Lisboa a Boston e estava à espera de ter dois dias bem passados entre amigos e família. Ao ver as imagens da CNN em Orlando, a minha alma estremeceu. Recordei imediatamente os eventos trágicos que ocorreram três anos antes, quando radicais incitados pelo ódio atacaram a Maratona de Boston em 2013, activando explosivos a poucos quarteirões da minha casa.

Ângelo Fernandes: Je suis Orlando? Nem por isso.

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Há ainda muito por comentar sobre o tiroteio em Orlando. Há temas que se misturam (crime de ódio vs crime à humanidade em geral) e outros que até se confundem (acesso e porte de armas nos EUA vs terrorismo). Mas há algo que me tem suscitado curiosidade: a ausência de iniciativas como a Je Suis Charlie.

Leonardo Rodrigues: Eu sou gay

opiniao_leonardo rodrigues.jpgEstamos em 2016, isto deveria significar que progressos civilizacionais aconteceram. Li e reli notícias, escrevi uma, vi vídeos, li crónicas e comentários, mas ainda não sei bem o que penso do que aconteceu em Orlando, do que está a acontecer no mundo, connosco. Desta coisa de matar porque alguém é, age, pensa e sente diferente de nós. Não sei porque não percebo. Já tentei fazer o exercício de me colocar nos pés de um agressor, não fez sentido.