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O vídeo da Marcha do Orgulho LGBT do Porto (com vídeo)

O Orgulho LGBT saiu pela sexta vez às ruas do Porto no último sábado. A organização da Marcha foi constituída por 13 grupos (Bloco de Esquerda, Caleidoscópio LGBT, Grupo de Intervenção Solidário; Grupo Identidade xy, Juventude Socialista, Panteras Rosa, Partido Humanista Poly Portugal, Ponto Bi, PortugalGay.pt, Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, SOS Racismo e UMAR), aos quais se juntaram outras organizações. Vê o vídeo com alguns dos pontos altos da tarde.

Marcha do Porto: O que (não) está a mudar nos agentes de autoridade

 

Belmiro Pimentel voltou a ser o único participante da Marcha do Orgulho LGBT do Porto a dar a cara por uma organização profissional. O agente da PSP, responsável pelo Grupo Identidade XY, referiu ao dezanove que "há muito medo e receio" de mais agentes da autoridade darem a cara. No entanto, "tem havido uma mudança clara nas forças de segurança", considera, dando como exemplo o casamento entre duas agentes da GNR, que obteve repercussão nacional. Mesmo assim, prossegue Belmiro Pimentel, "é necessária mais formação nesta área".

Orgulho saiu às ruas do Porto

 

“Eu estou abismado”, comentou ao dezanove António Paulo, 62 anos, quando se deparou com a chegada da Marcha do Orgulho LGBT do Porto à rua de Santa Catarina. Ao longo dos passeios da principal rua comercial do Porto, na rua de Sá da Bandeira e na zona do Bolhão, centenas de pessoas pararam para assistir este sábado tarde à passagem da Marcha. Houve até que integrasse o grupo de manifestantes para tirar fotografias ao lado dos promotores musculados do portal Manhunt ou das transexuais. A organização da Marcha tinha feito saber que esperava duas mil pessoas, no entanto, o número terá ficado, segundo um agente da PSP que acompanhou a marcha, nas “quinhentas pessoas”.

Porto já tem data para marchar

9 de Julho é a data que a comissão organizadora da Marcha do Orgulho LGBT do Porto (MOP) escolheu para levar às ruas da Invicta a sexta edição do evento. A comissão organizadora da MOP é composta por 13 entidades: Bloco de Esquerda, Caleidoscópio LGBT, GIS - Grupo de Intervenção Solidário, Grupo Identidade xy - Sindicato unificado da Polícia, Juventude Socialista, Panteras Rosa - Frente de Combate à LesBiGayTransfobia, Partido Humanista, Poly-Portugal, Ponto Bi, PortugalGay.pt, Rede PJIOMH - Rede Portuguesa de Jovens para a Igualdade de Oportunidades entre Mulheres e Homens, SOS Racismo e UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta.

Portugal precisa de um dia que assinale a bissexualidade?

O dia da bissexualidade celebra-se internacionalmente a 23 de Setembro, aniversário da morte de Sigmund Freud, o primeiro teórico que falou da existência da bissexualidade.

 

Em Espanha a data será assinalada pela terceira vez pelas associações LGBT. Hoje às 19 horas será possível ver a maior bandeira bissexual da Europa junto às Puertas del Sol, local de passagem obrigatória daqueles que visitam Madrid.

Com as actividades previstas do outro lado da fronteira (em que se incluem ciclos de cinema, sessões de esclarecimento, manifestações, workshops e festas), pretende-se dar visibilidade à realidade bissexual, isto é, capacidade de uma pessoa se sentir emocional e sexualmente atraída independentemente do sexo ou género, não necessariamente ao mesmo tempo, nem com a mesma intensidade. Em simultâneo procura-se ultrapassar o preconceito de que “marcha tudo, seja homem ou mulher” relacionado com esta orientação sexual. Antonio Poveda, presidente da FELGTB (Federación Española de Lesbianas, Gays, Transexuales y Bisexuales) recorda que “tal como a bissexualidade é uma orientação com identidade própria, a bifobia é uma discriminação específica que devemos lutar com educação e visibilidade”. Durante o fim-de-semana decorrerá o Primeiro Encontro de Bissexualidade em Espanha em Getafe, nos arredores de Madrid.

Paula Valença, activista e fundadora do grupo Ponto Bi, não hesita em comentar ao dezanove que a letra B é a mais invisível” do movimento LGBT. “Isto deve-se a vários factores. As nossas lutas são, na maior parte, as mesmas da população lésbica, gay e trans. Movemo-nos nos mesmos círculos e, dependendo do contexto, somos frequentemente catalogados de heterossexuais ou gays/lésbicas ou simplesmente no armário.”

Mas quais são os preconceitos mais comuns que se um bissexual tem de lidar? “Os bissexuais sofrem de preconceitos e marginalização tanto de heterossexuais como de gays/lésbicas. Um dos mais frequentes é 'não existem bissexuais' ou variantes como 'tu não és bissexual, simplesmente ainda não decidiste/saíste do armário' ou que é uma fase, ou que estás confuso.” Mas há mais: “Outro frequente é que um bissexual não consegue ser fiel, que dorme 'com tudo o que se mexe' ou que eventualmente há-de trair o parceiro por alguém do sexo oposto. Por qualquer razão, muitas pessoas estão convencidas que bissexual significa estar com ambos os sexos ao mesmo tempo”, refere Paula Valença.

Apesar de não estar agendado qualquer evento para Portugal a propósito da data, Paula Valença deixa um conselho: recordar ao mundo que a bissexualidade existe. “Sei que há muitas pessoas que no seu espaço tencionam ser um bocadinho mais visíveis neste dia. Às vezes com algo tão simples como bradando a quem os ouvir que é o dia Internacional de Visibilidade Bissexual.”

 

Movimentos bi

O Ponto Bi “encontra-se em hiato”, refere a fundadora. No entanto, não quer dizer que a comunidade bissexual esteja parada. “Muitos activistas associados ao Ponto Bi estão em associações ou outros colectivos nos quais garantem a representação bissexual e uma das maiores necessidades como luta contra a bi-discriminação: educação. Há uns meses surgiu também uma associação com sangue novo em Coimbra, Associação B VisiBilidades, nascida de um blogue”, refere.

 

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