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Marcha do orgulho gay cancelada na Sérvia devido ao alto risco

Prevista para este Domingo, 2 de Outubro, a Marcha do Orgulho LGBT de Belgrado foi cancelada. Da mesma forma, as manifestações que se opunham a esta marcha também foram proibidas, anunciou Ivica Dacic, Vice-primeiro Ministro que é igualmente Ministro do Interior da Sérvia.

 

Maioria dos gays portugueses continua “dentro do armário”

Apesar de Portugal ser um dos poucos países do mundo que reconhece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a forma como a comunidade gay masculina vive a sua orientação sexual ainda está longe da aceitação total. Segundo os resultados preliminares do estudo EMIS (The European MSM Internet Survey), a maioria dos homossexuais masculinos portugueses continua dentro do armário, uma situação bastante distante da que se verifica na generalidade dos países da Europa Ocidental e que só encontra paralelo com a Europa de Leste. Dos 5.391 homens portugueses que participaram no estudo, 38,4 por cento afirmam estar “fora do armário”, um valor distante das maiorias que se registam na Alemanha (64,5 por cento), Espanha (65,1 por cento), Reino Unido (66,9 por cento), França (68,3 por cento), Bélgica (75,1 por cento) ou Holanda (81 por cento). Analisando apenas os países da Europa do Sul que integram a União Europeia, além de Espanha, apenas Itália (44,7 por cento) e Malta (51,2 por cento) apresentam valores mais animadores (44,7 por cento) que o caso português. Em contraste, 34,4 por cento dos gregos declaram ter saído do armário. Um número que cai para os 28,3 por cento no Chipre.

“Enormes diferenças podem ser encontradas em relação ao estar 'fora do armário'. Mais de dois terços dos homens estavam 'fora do armário' no Reino Unido, França, Suécia, Noruega, Bélgica e Holanda. Menos de um quarto estavam 'fora do armário' na Bósnia, Macedónia, Moldávia, Sérvia, Roménia, Croácia, Turquia, Lituânia, Ucrânia e Bielorrússia”, pode ler-se nas conclusões preliminares a que o dezanove teve acesso.

 

7,8 por cento vivem com VIH

O EMIS é o maior estudo feito até hoje na Europa com homens que fazem sexo com homens (o que inclui homossexuais, bissexuais e homens que se declaram ser heterossexuais). Ao todo participaram 180 mil homens de 38 países. O questionário esteve disponível online em 25 línguas desde Junho até ao final de Agosto deste ano.

Os primeiros resultados indicam que 45,9 dos participantes portugueses fizeram o teste para o VIH nos últimos 12 meses, isto quando a média do estudo é de 34,6 por cento. “O rastreio de VIH no último ano foi mais comum em Espanha, Portugal, Bélgica, e França. Foi menos comum na Lituânia, Finlândia, Eslovénia, Croácia e Turquia”, referem as conclusões. Além disso, 7,8 por cento dos participantes portugueses vivem com VIH, quando a média europeia se situa nos 4,8 por cento.

“Menos de 2 por cento de todos os participantes (incluindo os que nunca fizeram o teste do VIH) foram diagnosticados com VIH na Bósnia, Eslováquia, Chipre, Bulgária, Turquia, Malta, Estónia e Bielorrússia. Inversamente, mais de 9 por cento de todos os participantes foram diagnosticados com VIH na Suíça, Reino Unido, França, Luxemburgo e Holanda”, indica o relatório preliminar. No entanto, os responsáveis referem que estes valores podem não reflectir a verdadeira proporção “uma vez que algumas infecções ainda não foram diagnosticadas e que a motivação dos homens que vivem com VIH para preencher o questionário do EMIS pode variar entre os países. Uma média de idade mais elevada em alguns países pode igualmente ter contribuído para uma maior percentagem de homens infectados pelo VIH”.

Uma boa notícia: 65,9 por cento dos portugueses sentem-se satisfeitos com a sua vida sexual. A média europeia situa-se nos 55,6 por cento. Os homens mais satisfeitos encontram-se em Espanha, Bélgica, Suíça, Holanda e França, que são também os países onde existem maiores percentagens de homens fora do armário. O relatório final do EMIS será divulgado em Setembro do próximo ano.

 

Rui Oliveira

Pride de Belgrado manchado pela violência (vídeo)

Esta manhã a marcha do orgulho gay de Belgrado saiu às ruas sob um clima de medo. Cerca de 600 pessoas manifestaram-se nas ruas da capital da Sérvia, no que constitui a terceira tentativa em nove anos de voltar a realizar o Belgrade Pride. A imprensa local e associações LGBT relatam pelo menos 37 feridos, incluindo membros das forças policiais, que visavam garantir a segurança do evento, e várias detenções. Segundo o canal de televisão sérvio B92 foram atirados aos manifestantes oito cocktails molotofs, pedras, paus e garrafas de vidro. Uma garagem anexa à sede do partido democrata foi alvo de ataques por parte dos hooligans que provocaram um incêndio rapidamente controlado. Informações recolhidas junto de activistas de associações LGBT descrevem o cenário como "uma zona de emergência". A polícia, que no local contava com centenas de efectivos, utilizou gás lacrimogénio para dispersar os causadores de distúrbios que ao longo da manhã entoaram hinos nacionalistas, de futebol e gritavam "morte aos homossexuais".

 

Um forte clima de insegurança e bastante presença policial marcou o dia que antecedeu o Pride de Belgrado. Ontem, Sábado, os protestos por parte dos grupos de extrema-direita, hooligans e de adeptos nacionalistas nas ruas de Belgrado causaram muita ansiedade na comunidade LGBT internacional.

 

 

Vídeo dos protestos de Sábado

A marcha que, tal como outras por todo o planeta, pretende reivindicar a igualdade de direitos dos cidadãos LGBT, acabou por se realizar na Sérvia, um país conservador e fortemente influenciado pela Igreja Ortodoxa. De acordo com a ILGA Europe "esta é importante vitória - a marcha realizou-se e polícia desempenhou um bom trabalho ao proteger os manifestantes, cabe agora garantir que fiquem todos em segurança."

Galeria de fotos da Marcha do Orgulho Gay de Belgrado 2010 aqui e aqui.

Créditos: Canal B92

Créditos: Euronews

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