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Parlamento vota fim da discriminação no sangue

A Assembleia da República aprovou a 8 de Abril o diploma do Bloco de Esquerda que vai permitir que homossexuais e os bissexuais possam doar sangue. O diploma, que recomenda ao Governo a “adopção de medidas que visem combater a actual discriminação dos homossexuais e bissexuais nos serviços de recolha de sangue”, recebeu os votos favoráveis das bancadas do BE, PCP, PEV, PS e PSD. O CDS-PP absteve-se com excepção do deputado João Rebelo que votou a favor. Ainda na bancada do partido de Paulo Portas,  Teresa Caeiro e João Almeida apresentaram declarações de voto. Na bancada do PS, a deputada independente Teresa Venda absteve-se.

No Verão do ano passado a discriminação foi relançada depois de Gabriel Olim, presidente do Instituto Português do Sangue dizer em entrevista ao jornal I que “quando uma pessoa se apresenta assumidamente como homossexual e quer dar sangue, eu interpreto como uma provocação. Quem quer vir dar sangue não vem com esta atitude", referindo ainda ainda que os homossexuais que pretendam dar sangue estão "deliberadamente [a] querer introduzir no circuito sangue contaminado". A Associação ILGA Portugal considerou então que “a necessidade urgente de rever os critérios discriminatórios de pré-selecção do sangue para garantir que estes são incisivos em vez de reflectirem sobre generalizações baseadas no preconceito e que contribuem, simultaneamente, para a estigmatização dos homens homossexuais”.

Casamento quase no fim

O casamento entre pessoas do mesmo sexo é constitucional. Foi essa a decisão de 11 dos 13 juízes que compõem o Tribunal Constitucional que justificaram que a nova lei “não viola a garantia institucional do casamento, considerando que a mesma não tem por efeito denegar a qualquer pessoa ou restringir o direito fundamental a contrair (ou a não contrair) casamento”. A decisão foi conhecida a 8 de Abril.


Recorde-se que o Presidente da República tinha solicitado a fiscalização de praticamente todos ao artigos da lei aprovada na Assembleia da República, excluindo os referentes à não possibilidade de adopção por casais do mesmo sexo. Votaram a favor Vítor Gomes , Ana Maria Guerra Martins, Gil Galvão, os conselheiros Maria Lúcia Amaral, Catarina Sarmento e Castro, Carlos Cadilha, Maria João Antunes, Pamplona de Oliveira, João Cura Mariano, Joaquim Sousa Ribeiro e Rui Moura Ramos. Os votos vencidos foram de José Borges Soeiro e Benjamim Rodrigues. Entre os juízes que votaram a favor, três consideraram obrigatório o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo, enquanto os restantes oito sustentam que a Constituição não obriga nem proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O Presidente Cavaco Silva tem até ao final do mês para promulgar ou vetar o diploma sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Caso opte pelo veto, seria a primeira vez que Cavaco Silva não deixaria passar um diploma considerado constitucional.


O comunicado da decisão do Tribunal Constitucional

Portugal e Reino Unido: O que está a mudar à direita

 

 

David Cameron, líder do Partido Conservador britânico que vai disputar as eleições legislativas de 6 de Maio, identificou os 11 candidatos das suas listas que são homossexuais (10 homens e uma mulher) e que reconhecem abertamente a sua orientação sexual. Esta foi uma acção inédita no panorama político britânico e foi visto como uma forma de o Partido Conservador mostrar uma nova postura sobre os chamados “costumes”. Cameron votou há seis anos pela manutenção de legislação discriminatória contra os homossexuais, mas no ano passado participou na marcha do orgulho gay e pediu desculpa pelo seu sentido de voto.

 

Uma revolução subtil ocorreu recentemente no PSD, depois de Pedro Passos Coelho ganhar nas eleições directas a liderança do principal partido de direita. Passos Coelho é o primeiro presidente do PSD abertamente favorável à adopção de crianças por parte de casais de pessoas do mesmo sexo: “A homossexualidade ou a heterossexualidade não tem de ser um critério para a adopção. Quando avaliamos as condições em que determinada pessoa deve poder adoptar, o critério não é saber qual é a sua orientação sexual. Deve ser saber se tem ou não tem condições de estabilidade emocional, maturidade, autonomia financeira”, disse recentemente em entrevista ao I.

Kitsch, irónica e suspensa. Foi assim em Granada

"Uma encenação, kitsch, irónica, mordaz e subversiva reversão contemporânea da história bíblica, uma visão crítica do Novo Testamento." Assim descrevia Fernando Bayona a sua exposição fotográfica que esteve apenas quatro horas em exibição no Centro de Cultura Contemporânea da Universidade de Granada. No centro da polémica estavam 14 fotos que o autor referia como “uma visão actualizada da vida de Jesus pelo filtro da sociedade actual, nas quais os personagens vivem vidas paralelas às narradas nos textos bíblicos”. As fotos seguiam uma estética próxima da publicidade. O momento de pregação, por exemplo, simulava um concerto de rock.  Mais polémica foi a foto do Beijo de Judas em que os dois modelos trocam carícias.  Grupos de católicos consideraram a exposição “blasfema” e que feriria os “sentimentos dos cristãos”. A plataforma Hazte Oir, que liderou o protesto, afirma ter recolhido mais de 18 mil críticas ao trabalho. Nas quatro horas em que a exposição esteve aberta ao público, as fotografias foram vistas por apenas 38 pessoas.

7º ciclo de cinema LGBT da rede ex aequo

Está a decorrer em Lisboa até 11 de Abril a 7ª edição do evento que, através do cinema, pretende sensibilizar os jovens portugueses, e não só, para questões relacionadas com a homossexualidade, bissexualidade e transgenerismo. O ciclo decorre na cooperativa cultural Crew Hassan.




Programação:

Super Adultas

sexta-feira, 9 de Abril às 18h00

Nico e Dani

sexta-feira, 9 de Abril às 21h30

Prayers for Bobby

Sábado, 10 de Abril às 18h00

Out at the Wedding

Sábado, 10 de Abril às 21h30

She’s a Boy I Knew

Domingo, 11 de Abril às 17h30

Touch of Pink

Domingo, 11 de Abril às 19h30

Lo Que Surja chega ao fim (mas ainda vais a tempo de ver tudo)

Tudo começou no Verão de 2006, quando seis estudantes gays de Comunicação Audiovisual de Valência, Espanha, decidiram colocar no YouTube um trailer de uma suposta série que pretendia parodiar o Queer As Folk. As primeiras reacções foram bastante positivas e, pouco tempo depois, começava a gravação da primeira temporada, composta por cinco episódios de cinco minutos. A série aborda os dilemas de sempre: os engates através da internet, as saídas do armário e os problemas familiares, protagonizados por Edu, Alberto, Álex, Pablo, Borja e Hugo. Lo Que Surja sempre quis desmontar os preconceitos do mundo gay com humor. “Nas séries norte-americanas alimenta-se a ideia da promiscuidade e de que todos os gays são giros, mas nós saíamos à noite e a realidade não era essa”, referiu ao El Mundo Jordi González, guionista, actor (Álex), câmara e produtor do projecto.


Só a primeira série conseguiu mais de meio milhão de visualizações, um número ajudado pela cobertura mediática que Lo Que Surja conseguiu em jornais e televisões nacionais. A segunda temporada arrancou em Junho de 2007, em força, graças à presença, enquanto actrizes de Manuela Trasobares, a primeira vereadora transexual de Espanha, e da actriz profissional Carmen Machi. A terceira e última temporada começou a ficar online em Setembro do ano passado. O derradeiro episódio foi disponibilizado a 20 de Dezembro.”Fizemos tudo com as nossas poupanças, sem financiamento, gravado em casa dos nossos pais ou em bares de amigos. Toda a repercussão que conseguimos foi graças às redes sociais”, conta Jordi González. Então porquê porem termo ao projecto, após os episódios passarem um milhão de visualizações? “Estamos cansados das personagens porque nenhum de nós é actor, somos técnicos e é isso que queremos ser”, justifica Jordi González. Os episódios continuam online, vê o site oficial aqui.

Beijo no Ministério da Cultura


Jim Carrey e Ewan McGregor beijaram-se na boca, em Paris, durante um evento no Ministério da Cultura, onde foram agraciados com o título de Cavaleiros das Artes e das Letras, que distingue personalidades que trabalham em prol da promoção da cultura. Os actores estavam em França a promover o filme I Love You Phillip Morris, uma comédia romântica gay, baseada em uma história real. A estreia nos EUA está marcada para 26 de Março. Em Portugal chega em Abril.

No Luxemburgo está quase

O Luxemburgo deverá aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo antes do Verão, adiantou a ministra da Justiça durante um debate parlamentar. O grão-ducado, que tem uma grande comunidade imigrante portuguesa, é governado por uma coligação formada pelo Partido Socialista e pelo Partido Democrata Cristão. Resta saber como será resolvido o tema da adopção, já que os democratas cristãos estão contra a possibilidade de os casais recorrerem à adopção internacional. No Luxemburgo é já possível registar uniões civis entre casais do mesmo sexo. Nas vizinhas Bélgica e Holanda o casamento já foi legislado.

The Advocate agora é suplemento

 

Era a revista norte-americana dirigida ao público gay mais antiga e considerada uma referência pela abordagem que fazia aos temas relacionados com política, direitos e activismo. The Advocate passou a suplemento da Out, pondo assim fim a uma autonomia que remontava a 1967, dois anos antes dos distúrbios de Stonewall. Os dois títulos são detidos pela Here Media. Tal como aconteceu com a revista espanhola Zero, que encerrou, a crise económica é a principal causa dos problemas que as publicações LGBT estão a enfrentar em todo o mundo.

Uma escola assim faz sentido?

Foi inaugurada a 13 de Março na cidade de Campinas a primeira escola para jovens gays do Brasil. Com apoio de entidades públicas, o projecto está a ser coordenado pela ONG E-Jovem e pretende disponibilizar cursos gratuitos de dança, canto, webTV e produção de fanzines. Segundo relata o jornal O Globo, “dezenas de adolescentes homossexuais e heterossexuais já fizeram as inscrições para as aulas, que terão 20 alunos por turma.  A escola não vai disponibilizar aulas de ensino regular, mas sim cursos que “promovam a cultura homossexual e fomentem a formação de meios de divulgação, como os fanzines e a TV por internet”. Os rapazes que pretendam imitar com perfeição as coreografias de Beyoncé ou rodar uma baiana tal qual Carmen Miranda "devem esperar mais um pouco para aprender a fazer tudo direitinho, sem cair do salto: o curso de drag acontecerá apenas em 2012, no terceiro ano do projecto Escola Jovem", disse a responsável da escola.
Os cursos são gratuitos e ministrados por voluntários que se inscreveram como professores não remunerados. Heteros também podem entrar.

Cardeal diz que Igreja “nunca aceitará” o casamento

O cardeal patriarca de Lisboa afirmou a 22 de Janeiro que a Igreja "nunca aceitará" o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. O casamento, defendeu de acordo com a agência Lusa, é um "contrato entre um homem e uma mulher", "onde acontece a procriação". D. José Policarpo escolheu o dia de São Vicente, padroeiro de Lisboa, para, numa homilia na Sé Patriarcal, declarar que "não se salvará a cidade se não se salvar a família". Esta foi a primeira intervenção pública do cardeal após a polémica em torno da inclusão de casamentos entre homossexuais nos casamentos de Santo António, admitida pelos serviços camarários e depois recusada pelo presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.