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Q: O que se passa no quarto de Leo (vídeo)

O filme El Cuarto de Leo conta a história de Leo (Martín Rodríguez), um jovem que, em pleno processo de auto-aceitação e descoberta da sexualidade, reencontra Caro (Cecilia Cósero), uma ex-colega da Escola Primária, que vive também uma crise pessoal. O reencontro vai provocar marcas profundas nos conflitos pessoais de cada um, sem que nenhum dos dois se aperceba realmente do que se passa um com o outro. O filme passa no Sábado no Queer Lisboa.

Esta primeira longa-metragem de Enrique Buchichio, que assina também o argumento, é uma boa surpresa. Sim, é um filme didáctico quase educativo até, ideal para passar nas escolas. No entanto, o filme não é perfeito na abordagem das temáticas da sexualidade e da homossexualidade. Um jovem não passa por uma crise sexual, como a vivida por Leo, da forma como o filme a retrata. Há mais angústias, há mais incertezas, há mais inseguranças. Nenhuma mãe daquela idade diz a um filho que o quer ver feliz com uma namorada ou um namorado com a naturalidade com que o filme nos mostra.

El Cuarto de Leo é um filme leve e fresco mas também é intimista, revelando o próprio processo de metamorfose de Leo. O retrato da depressão de Caro está mais do que bem conseguido. Todo o filme é esta dicotomia entre o bom exercício de cinema e a leveza (absurda) dum assunto sério. Com interpretações exemplares, sobretudo a de Martín (Leo) e Cecilia (Caro). Destaco ainda a pequena pérola que é a personagem Felipe (Rafael Soliwoda).

Veredicto: 3 estrelas em 5

O filme passa no Queer Lisboa, Sábado, 18 de Setembro, no São Jorge, Sala 1, 15h

Luís Veríssimo

                    
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Cristiano Ronaldo à procura da camisola

O teaser da nova campanha de Cristiano Ronaldo para a Armani foi divulgado há uma semana atrás. A amostra do anúncio com apenas 25 segundos teve quase um milhão e meio de visualizações. Ontem foi divulgado o anúncio completo, de um minuto e meio, em que se vê o ícone português a vestir os seus novos jeans Armani e a procurar pela sua t-shirt, escondida por Elsa Pataky, que interpreta o papel de empregada doméstica. Na versão feminina, a Armani apostou em Megan Fox.

       
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Q: François Sagat em Lisboa. É pena ser apenas no Queer (vídeo)

Já passou pela indústria da moda, do porno e Lisboa vai poder vê-lo em “LA Zombie”. François Sagat é, provavelmente, o actor da indústria pornográfica gay mais conhecido do mundo. Tudo começou em Dezembro de 2004. “Eu estava em Paris, entrei no Gaydar e comecei a conversar com um tipo da (produtora) Citibeur. Ele perguntou-me se eu estava interessado em fazer porno e tirar umas fotos.  Encontrei o dono da empresa alguns dias depois e, na semana seguinte, estava a fazer a minha primeira cena... Então uma companhia americana descobriu-me através da capa de uma revista gay francesa”, contou o actor francês numa entrevista. Em Julho de 2005, foi para San Francisco para se estrear como actor nos EUA. “Arabesque” foi o primeiro filme em que participou nos Estados Unidos. Foi a partir daí que Sagat começou a ser sinónimo de filmes porno com homens de músculos XXL.

Sagat entrou agora no meio do cinema mainstream. Em “L.A. Zombie”, que integra a programação do Queer Lisboa, Sagat interpreta um zombie que faz sexo com pessoas mortas (passe a redundância). O realizador Bruce LaBruce não evitou as cenas explícitas. No entanto, o filme “Homme au bain”, do francês Christophe Honoré e ainda sem data para estrear em Portugal, coloca-o noutro registo. Sagat, apesar de mostrar o corpo, interpreta interpreta um rapaz que atravessa uma crise no relacionamento com o namorado. Em “Homme au Bain” entram também Dustin Segura-Suarez e Chiara Mastroianni.

 

A lista de filmes em que o actor já entrou é longa. Mas o que vai Sagat fazer quando o seu corpo deixar de ser atraente para a indústria porno? Sagat responde: “Sinceramente, não me preocupa. Nem faço muita questão de ganhar rios de dinheiro como alguns de meus colegas, que só pensam no business. Não faço por dinheiro. (…) Vou vivendo cada dia. Se amanhã acabar e não me quiserem mais, tudo bem.”

"LA Zombie" passa no Queer Lisboa, no dia 19 de Setembro, Domingo, sala 1, à meia-noite e na quinta-feira, 23 de Setembro, na sala 1, às 17h.

Miguel Oliveira      

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Q: Um zombie porno gay pouco convincente (vídeo)

 

“'L.A. Zombie' é um filme hardcore com zombies. O filme começa com um zombie extraterrestre (o actor porno François Sagat) a emergir do Oceano Pacífico. Após ser engatado nas montanhas por um surfista, acontece um acidente que deixa o rapaz morto no meio da estrada.” É assim que o programa do Queer Lisboa 14 apresenta o filme sensação de Bruce LaBruce. Escritor, fotógrafo e realizador de filmes porno e não só, este canadiano de 46 anos nascido Bryan Bruce, é um dos ditos autores iluminados da cena pop internacional, com muitas aspirações a la Andy Warhol, mas com muito poucas habilitações.

“L.A. Zombie” tem um dos piores trailers da história do cinema. Mas será isto cinema? O filme foi desde logo marcado pelo escândalo. Foi censurado no Festival de Cinema de Melbourne e, mais recentemente, foi interdito nos EUA. Pouco depois esteve no Festival Internacional de Cinema de Locarno, Suíça, onde causou espanto por ter sido seleccionado para a secção competitiva. Mas os jornalistas, os críticos e o público não pouparam a fita. Protagonizado por François Sagat, o fabuloso "performer" erótico-pornográfico, de momento virado actor de cinema mainstream no muito aguardado “Homme Au Bain” de Christophe Honoré, Sagat interpreta um zombie alienígena numa Los Angeles nada apocalíptica e muito convencional cuja única forma de sobreviver é devorar corpos de homens - em todos os sentidos.

Nada aconselhável a pessoas sensíveis e pouco recomendável a estômagos fracos. Este filme serve apenas para chocar por chocar. Não assume nunca o objectivo arte que LaBruce lhe pretende dar, deixando de ser um bom porno para passar a ser um mero e banal ensaio artístico, esquecendo-se até da componente gore.É certo que se fosse assumido como filme pornográfico que é, seria apenas mais um entre muitos. A única coisa que escapa é o cartaz promocional do filme, inspirado nos filmes americanos de série B dos anos 80. De qualquer forma, antevejo uma sessão apinhada de gente, pois não é todos os dias que se pode estar assim tão perto de Sagat. Só resta saber se irá ser apresentada a versão soft ou a versão hardcore da película.

Sessões no dia 19 de Setembro, Domingo, sala 1, 00h00 e na quinta-feira, 23 de Setembro, na sala 1, às 17h00.

Luís Veríssimo