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André Murraças e Ana Pérez Quiroga leccionam seminários sobre história queer portuguesa e as problemáticas da identidade

André Murraças e Ana Pérez Quiroga Acesso Cultu

Os seminários “Diversidade e Inclusão” são promovidos pela plataforma Acesso Cultura e decorrem online.

O encenador, dramaturgo, cenógrafo André Murraças vai leccionar um seminário online sobre história queer portuguesa a 29 de Março entre as 18h e as 21 horas. Este seminário pretende realçar a importância da História não contada e o impacto de determinados objectos artísticos como portas de entrada e saída do universo Queer português. Partindo da minha experiência pessoal como dramaturgo e encenador no encontro com esses acontecimentos (nem sempre visíveis) e da fruição de algumas obras artísticas nos anos 90, tentaremos perceber que choques foram estes contra uma sociedade normativa e a sua relevância para o meu desenvolvimento artístico. Para reflectir sobre como nos relacionamos com a História Queer portuguesa escondida e a memória pessoal serão mencionados os filmes do Repórter X, o romance O Barão de Lavos (obra escandalosa de Abel Botelho, que data 1891 e onde se vê das primeiras representações homossexuais na literatura portuguesa), A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro (com um sinistro trio amoroso nunca antes visto), passando pela polémica da Literatura de Sodoma (que contou como intervenientes António Botto, Raul Leal e Judith Teixeira), o caso Valentim de Barros, terminando nos shows travesti do Finalmente, e sem esquecer a relação da SIDA com as artes em espectáculos como, por exemplo, Terminal Bar, A minha Noite com Gil, ou Angels in America, Miss Coco Peru e The Night Larry Kramer Kissed Me – trazidos ao público português em eventos como a Lisboa 94 e Monumental 95, onde deitámos um olhar às temáticas gay através do teatro. E que efeitos tiveram estes acontecimentos e objectos artísticos nas nossas vidas? Que nos dizem eles da sua época e como nos ajudaram a definirmo-nos como artistas e cidadãos?

 

A 10 de Maio é a vez da artista visual Ana Pérez-Quiroga perguntar “¿De qué casa eres? (De que casa és?)” Através desta pergunta, que engloba diversos sentidos, a artista plástica destaca as problemáticas da identidade e salienta três vertentes: 1) a questão da pertença – família, grupo, Estado / País / Nação; 2) as questões culturais – o eterno estrangeiro no país de acolhimento – migrantes, refugiados; 3) as questões – sexo / género dentro da comunidade LGBTQI+.

Estes seminários têm um custo de 12€ cada ou 8€ para Associados Acesso Cultura e decorrem entre as 18h e as 21 horas. Mais informações aqui.

 

Fotos: André Murraças via Twitter / Ana Perez-Quiroga (João Silveira Ramos)