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Nem na mata se encontram histórias assim

"Canções" de António Botto dá mote a tertúlia em Lisboa

António Botto Canções

Que livro é este, publicado com o título de "Canções"? Quem era o seu autor, António Botto? Porque suscitaram os seus versos tanto escândalo?

Pontos de partida para a tertúlia literária marcada para 21 de Maio pelas 17 horas no Palácio Galveias em Lisboa.

Uma oportunidade de celebrar a unicidade do escritor António Botto, e as particularidades da sua vida e obra.

Publicado originalmente em 1921, "Canções" marcou o início do reconhecimento literário de António Botto. Singular cruzamento do modernismo com o cancioneiro popular, o livro mereceu elogios e foi reeditado pela mão de Fernando Pessoa em 1922. Um ano depois, contudo, seria apreendido pelas autoridades sob a acusação de ofensa à moral, juntamente com trabalhos de Judith Teixeira e Raul Leal. Os três livros apreendidos tinham em comum o facto de aludirem, com palavras pioneiras e corajosas, ao desejo entre pessoas do mesmo sexo. A sua proibição ficou a dever-se a um movimento de censura reacionária que então crescia e ganharia plena legitimação com o Estado Novo.

Cem anos volvidos sobre estes acontecimentos, propomo-nos reler "Canções", situar historicamente a obra e debater a sua importância com a presença de Anna M. Klobucka, que conduziu uma aprofundada investigação sobre o poeta e escreveu o livro "O Mundo Gay de António Botto", finalista do Prémio de Ensaio do PEN Clube Português em 2019 e um dos dez melhores livros de não-ficção do ano segundo o jornal Público.

"Mergulhem connosco neste universo tão rico de história, e venham reflectir conjuntamente sobre problemáticas (infelizmente) tão actuais como a censura, o conservadorismo, ou a liberdade artística" pode ler-se no convite.

Com a presença da convidada Anna M. Klobucka e do diseur Nuno Laranjo esta tertúlia será moderada por Manuel Abrantes.

A entrada é livre. Mais informações aqui.