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Festival Política Braga: Oito destaques LGBTI e anti-racistas

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O festival acontece de 6 a 8 de Maio no Centro da Juventude de Braga e propõe actividades gratuitas que vão de sessões de cinema a performances, espectáculos, debates e workshops presenciais e online reafirmando o seu compromisso de levantar questões que convidam à discussão e consciencialização cívica, individual e colectiva, através de diversas formas de expressão política e artística.

 

O evento tem início na próxima quinta-feira, dia 6 de Maio, com “Collective” de Alexander Nanau, documentário vencedor de vários prémios e nomeado para os Óscares da Academia. Fica a par de alguns dos destaques LGBTI e anti-racistas: 

 

6 de Maio. 21h15: “Fronteiras”, um espectáculo de André Murraças
“Fronteiras” é um solo sobre a ideia de migração que conta as histórias de quem mudou de país à procura de uma nova vida. Usando objectos pessoais e testemunhos reais, André Murraças leva-nos a diferentes alturas do universo da migração, começando em Ellis Island, passando pela França e Berlim em guerras diferentes ou relembrando ainda os barcos perdidos no Mediterrâneo que tentam chegar à Europa. Há muitas histórias reais que ficam por contar. É preciso não esquecer estas pessoas. Encenação, texto, interpretação: André Murraças.

7 de Maio 18h30: Histórias de fronteiras em Braga
Apresentação do projecto “Travessia”, por Ambigular
Ambigular é uma plataforma que conta histórias na perspectiva de quem as vive. “Travessia” é um podcast e um livro ilustrado produzidos após três meses a escutar e a contar histórias com um grupo de mulheres, provenientes do Iraque, Sudão, Sudão do Sul e Nigéria, refugiadas em Braga, acolhidas pelas associação Adolescere. É hora de ouvir estas histórias.
 
Estreia do documentário “Braga, uma porta aberta?”, por Mooca Fixe
“Braga, uma porta aberta?” o colectivo Mooca Fixe resgata as histórias e vivências das comunidades imigrantes face à sua integração na cidade. O documentário é um alerta sobre a afirmação de uns, e da resistência e resiliência de outros.

7 de Maio. 21h: Espectáculo de humor por Carlos Pereira
O quotidiano, as discriminações e os direitos humanos. Carlos Pereira nasceu em São Tomé e Príncipe, faz stand up comedy e foi uma das caras do Levanta-te e Ri, da SIC. Em breve vai estrear a sua nova série na RTP Play.

8 de Maio. 11h: Memória e passado em cena. Um seminário-encontro com André Murraças - ONLINE
Sessão online. Neste seminário, o dramaturgo e encenador André Murraças abordará os temas da memória e passado no seu trabalho teatral. Vamos conhecer mais a fundo os seus espectáculos O Triângulo Cor-de-Rosa, 50 – Orlando, Ouve e Fronteiras – criado para a edição deste ano do Festival Política. E pensar em conjunto como o teatro se pode relacionar com o que nos é deixado pela História. Necessária inscrição prévia através do e-mail: participa.politica@gmail.com. 
 
8 de Maio. 11h “Revolução Cigana” – documentário e conversa
“Para uma mulher cigana, é complicado”. Esta é a história de uma equipa de jovens ciganas de Braga que desafia estereótipos e luta pelo futebol feminino. Exibição do documentário/reportagem “Revolução Cigana” do Canal 11, seguido de uma conversa moderada pela jornalista Bárbara Baldaia, autora de “Revolução Cigana”, com a presença das protagonistas e das responsáveis pelo projecto Geração Tecla E8G, da Cruz Vermelha Portuguesa. Moderadora da conversa: Bárbara Baldaia.

“Encara Hi Ha Algú Al Bosc”, de Teresa Turiera-Puigbò, 55’ - Espanha ONLINE – VIMEO DO FESTIVAL NOS 3 DIAS DO FESTIVAL
Lejla Damon é uma jovem de 25 anos, que cresceu numa família de classe média em Londres. Os seus pais,  jornalistas, acompanharam a guerra da Bósnia. Em Dezembro de 1992, durante as filmagens num hospital de  Sarajevo que estava a ser bombardeado, viram uma mulher a querer afogar o bebé que acabara de dar à luz. O bebé era fruto de uma violação e considerado semente do inimigo. Durante as guerras dos Bálcãs, entre 25 mil  e 50 mil mulheres foram vítimas de violência sexual. Lejla, Alen, Ajna são crianças nascidas da violação.  25 anos depois, juntam-se aos sobreviventes na sua luta para quebrar o silêncio e superar o estigma.

“Ekai”, de Arantza Ibarra, 20’ - Espanha ONLINE – VIMEO DO FESTIVAL NOS 3 DIAS DO FESTIVAL
A história do jovem transgénero Ekai Lersundi, que se suicidou em 2018 após lutar contra a burocracia para  aceder a tratamentos hormonais. Prémio do Público no festival Zinegoak, de Bilbau.