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Homofobia na Covilhã: Adolfo Mesquita Nunes alvo de panfletos homofóbicos

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O candidato à Assembleia Municipal da Covilhã, Adolfo Mesquista Nunes, e Pedro Farromba, candidato à Câmara Municipal da Covilhã foram alvo de um ataque homofóbico. Foram criados e distribuídos pela cidade panfletos de teor homofóbico acusando a dupla de candidatos da coligação do CDS-PP e PSD.

O político centrista dá a cara e responde no Facebook às "piadinhas" destes "quatro corajosos anónimos":

1. Ao vosso anonimato respondo com a frontalidade de dar a cara por quem sou e pelas minhas ideias, sem medos nem vergonhas. O debate político ficava a ganhar se dessem a cara também.
2. A vossa mensagem mostra por que razão a Covilhã está politicamente como está. Não preferiam discutir como captar emprego ou como ajudar os mais vulneráveis? Venham daí.
3. Acredito na liberdade de qualquer pessoa lutar pelo seu projecto de vida na Covilhã. Se isso vos faz confusão, e se é essa a mensagem que querem passar, talvez não seja de surpreender que estejamos a perder população há demasiados anos.
4. Há 4 anos não me travaram. Agora muito menos. Vou continuar a lutar por aquilo em que acredito. Acredito muito nesta candidatura e na liderança do Pedro Farromba. Sei que juntos podemos fazer melhor. Covilhã, juntos fazemos melhor.
 
A ILGA Portugal  já veio repudiar veementemente  este ataque e apresentou hoje queixa à Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género e à Comissão Nacional de Eleições sobre o ataque de cariz homofóbico, machista, sexista e altamente discriminatório e ofensivo de que foram vítimas Adolfo Mesquita Nunes e Pedro Farromba. "Mais que cores políticas, importa colocarmos linhas vermelhas sobre o que consideramos ser a seriedade política e a liberdade democrática, porque o discurso de ódio, seja de que forma for, não está a votos. Estes são exemplos de como os Direitos Humanos não estão nunca totalmente garantidos" defende a associação.
 

Recorde-se que esta não é a primeira vez que Adolfo é atacado devido à sua orientação sexual. Há quatro anos, Adolfo Mesquita Nunes viu um dos seus cartazes de campanha ser grafitado. Na altura respondeu: “Escreveram ‘gay’ num cartaz meu. Pedi que não o substituíssem, não era mentira”.