Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Dezanove
A Saber

As notícias de Portugal e do Mundo

A Fazer

Boas ideias para dentro e fora de casa

A Cuidar

As melhores dicas para uma vida ‘cool’ e saudável

A Ver

As imagens e os vídeos do momento

Praia 19

Nem na mata se encontram histórias assim

Inquérito: “Quatro em cada cinco alunos escondem a sua orientação sexual"

estudantes lgbtiqa

Uma equipa do Centro de Psicologia do Porto (CPUP) inquiriu 700 jovens da comunidade escolar de modo a apurar os dados em relação aos alunos LGBTQ e as suas experiências nesse contexto e, também, no contexto familiar.
 
Este estudo apurou que mais de 80% dos jovens não estão à vontade para se expressar perante profissionais escolares. Ou seja, quatro em cada cinco alunos preferem não revelar a sua orientação sexual ou identidade de género a professores ou funcionários. No entanto, 37% dos jovens afirmaram que já revelaram à maior parte dos colegas e 43,8% confirmaram que os todos os amigos já sabem.
O inquérito ainda confirma que as questões LGBTQ ainda não têm muita visibilidade nas escolas, pois os estudantes LGBTQ, em comparação com os colegas heterossexuais ou cisgénero, ainda são mais vezes alvo de bullying, tanto físico como psicológico, e cyberbullying, relata o jornal Público. Os dados estatísticos confirmam isto mesmo: três em cada cinco alunos admitiram nunca terem sido informados sobre bullying em contexto escolar e aceitação da comunidade LGBTQ; Mais de metade dos inquiridos afirmam que, em Educação Sexual ou em qualquer outra disciplina, nunca houve  uma abordagem sobre as questões de género; Metade dos alunos confirmam que os docentes e não docentes intervêm “apenas ocasionalmente” e “menos vezes do que o normal” em ocasiões de bullying e afirmam que as intervenções são quase ou mesmo ineficazes.
O mesmo inquérito deixa ainda um alerta preocupante: um em cada dez jovens foi alvo de uma tentativa de “reconversão” feita por um familiar. No inquérito oito casos confirmaram que estas tentativas foram conduzidos por um profissional de saúde e outros quinze casos apela via religiosa. 
 
Rita Oliveira