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Irão: dois homens gays executados por sodomia

Irão gays

Atenção: conteúdo sensível.

Mehrdad Karimpour e Farid Mohammadi foram enforcados numa prisão na cidade de Maragheh, a cerca de 500 quilómetros da capital, Teerão, na sequência de condenações por sodomia, algo comum no Irão.

Os dois homens gays foram executados depois de passarem seis anos no corredor da morte. Foram condenados à morte por “relação sexual forçada entre dois homens”.

As identidades dos homens foram confirmadas num relatório da Agência de Notícias de Activistas de Direitos Humanos (HRANA), no domingo passado. No entanto, sabe-se que os estabelecimentos estatais no Irão ainda não anunciaram as mortes. Segundo a HRANA, em Julho de 2021, dois outros homens foram executados pelas mesmas acusações que Karimpour e Mohammadi. No ano passado, o Irão executou 299 pessoas, incluindo quatro condenadas por crimes cometidos quando crianças.

Sheina Vojoudi, que fugiu do Irão para a Alemanha para escapar da perseguição, afirmou ao The Jerusalem Post que as prisões do país estão "cheias de pessoas que não cometeram nenhum crime".
Peter Tatchell, activista pelos direitos LGBTQ+, disse que as execuções seguem "uma política de longa data do regime de assassinato de gays sancionado pelo Estado, muitas vezes sob acusações contestadas após julgamentos injustos”. Tatchell acrescentou que a comunidade internacional deve impor sanções ao regime de Teerão, responsável por este e por muitos outros casos de abusos de direitos humanos.

Em Outubro passado, o investigador independente da ONU sobre direitos humanos no Irão, Javaid Rehman, afirmou ao Comité de Direitos humanos da Assembleia Geral da ONU que o país continua a implementar a pena de morte num ritmo alarmante. De acordo com a lei iraniana, sodomia, estupro, adultério, assalto à mão armada e assassinato estão entre os crimes que podem levar à pena de morte.

Importa referir que o Irão é considerado um dos países mais repressivos do mundo para lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans. No ano passado, num relatório da ONU, afirmava-se que, naquele país, “crianças gays, bissexuais e transgénero foram submetidas a choques elétricos, administração de hormonas e medicamentos psicoativos fortes”.
A pena de morte devido à orientação sexual não é prática exclusiva do Irão. Em países como a Arábia Saudita, o Iémen e o Sudão também se morre por se ter relações com pessoas do mesmo sexo. Para além disso, em cerca de 70 países no mundo existem leis que criminalizam a homossexualidade.

Recordemos, também, Alireza Fazeli Monfared de 20 anos que foi brutalmente assassinado no dia 4 de Maio de 2020 por ser homossexual. Este acto hediondo terá sido cometido pelo seu próprio irmão e primos, sendo considerado um “crime de honra”.

 

Sara Lemos