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Marcha do Dia Internacional das Mulheres-Greve Feminista no Porto prestou homenagem a Rose

rose marcha feminista

A comissão da organização da Marcha do Orgulho LGBTI+ do Porto (COMOP) subscreveu e mobilizou-se esta terça-feira para estar presente na Marcha do Dia Internacional das Mulheres-Greve Feminista.

A COMOP lembra que no mês de Janeiro perdemos Rose, adolescente de 15 anos de Vila Real, "vítima de suicídio na sequência do intenso sofrimento provocado sobretudo pelo bullying de que era alvo na escola."
Em comunicado a COMOP relembra que: "À escola cumpre, em cumprimento do artigo 12.º, n.º 1, da Lei n.º 38/2018, "garantir a adopção de medidas no sistema educativo, em todos os níveis de ensino e ciclos de estudo, que promovam o exercício do direito à autodeterminação e expressão da identidade de género e do direito à protecção das características sexuais das pessoas”
Rose não teve esse direito, assim como tantas outras crianças LGBTQI+, que testemunham a sua integridade e a sua saúde mental comprometida pela exposição continuada a abusos. A exposição a este tipo de abuso, especialmente em fases precoces, aumenta drasticamente os riscos de perturbações de ansiedade, pânico e depressão. Condições em que o risco de suicídio é elevado e que, como tal, podem no limite, conduzir a um tráfico desfecho como o que teve a vida de Rose.
Acreditamos no papel democrático da escola e na sua responsabilidade de educar para a celebração da diferença e de combater a violência, directa e sistémica, sobre as crianças marcadas como alvos por diferenças na sua identidade ou forma de expressão.
A limitada e descuidada cobertura mediática sobre a perda trágica de Rose, com referências constantes ao seu “nome morto” é uma prática que denuncia a falta de literacia e a irresponsabilidade dos media perante esta realidade. É por isso fundamental instruir a comunicação social para uma maior sensibilidade e responsabilidade ética e deontológica no tratamento das pessoas, não pondo em causa o seu direito humano básico de ser tratada pelo seu próprio nome e género."
Na marcha desta tarde de terça-feira no Porto, a que se somaram muitas outras em várias cidades do país, Rose foi lembrada através de cartazes e palavras de ordem.
A COMOP reivindica a escola como um espaço seguro e de crescimento positivo, direito de qualquer ser humano e portanto sem excepções para as crianças e adolescentes trans. Reivindicamos que as vidas trans sejam levadas a sério e que os seus direitos sejam inequivocamente reconhecidos, pois só dessa forma as suas vidas são realmente protegidas e dignificadas.
Evocamos também a memória de Angelita, cuja morte ainda permanece um mistério.  Evocamos Gisberta que ainda não viu a sua memória honrada na toponímia da cidade do Porto. Solidarizamo-nos com todas as mulheres trans, lésbicas, bissexuais que ainda sofrem com violência machista, na luta contra as crescentes vozes fascistas, misóginas e racistas que ameaçam a emancipação, autonomia e liberdade das Mulheres, das comunidades LGBTQIA+, das pessoas migrantes, das comunidades ciganas e das pessoas negras em Portugal.
Centenas de pessoas juntaram-se entre a Praça dos Poveiros e a Praça D. João I exigindo que esta violência permaneça silenciada, abafada, normalizada. "Ódio com Resistência se paga. Sejam Resistência, Sejam Revolução. Apoiemos as nossas companheiras revolucionárias.
“Por mim, Por ti, Por todas, pelas nossas Companheiras”.

 

Vê aqui algumas fotos da Marcha.