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O impacto da covid-19 na comunidade LGBTI+ (reportagem)

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Primeiros meses de covid-19... Três pessoas cuja pandemia trocou as voltas: um empresário da noite LGBTI+ lisboeta cujo negócio foi obrigado a parar, uma drag queen que ficou sem trabalho e sem suporte e uma activista numa associação de defesa dos direitos das pessoas LGBTI+ com pedidos de ajuda acrescidos.

 

Fomos falar com três pessoas da comunidade LGBTI+: Stéfano Matarazzo da discoteca POSH; Imperatrisha,  trabalhadora independente, e Marta Ramos, directora executiva da associação ILGA Portugal.

Por um lado, a pandemia veio acentuar as fragilidades de muitos jovens LGBTI que se viram confinados em ambientes hostis, por outro o ramo da Noite foi obrigado a fechar ou a readaptar-se lidando com cenários imprevisíveis ou em constante alteração. 

O proprietário da discoteca Posh declara: "Já chorei, já desabafei... a [parte] emocional de muita gente já foi abalada"... mas é peremptório: "Não vamos desistir do nosso estabelecimento!"

A performer Imperatrisha viu a pandemia tirar-lhe o palco e procurar formas de rendimento que lhe pagassem um tecto para dormir. "Ser artista em Portugal não é fácil" desabafa. "Nesta área muitas as pessoas trabalham a recibos verdes. Não sentimos que temos uma profissão segura". Os apoios insuficientes tiveram de ser complementados com doações de fãs via online e busca de alternativas como ler tarot.

Marta Ramos explica que o cancelamento de celebrações como a Marcha e o Arraial ou de locais de sociabilização da comunidade retirou a possibilidade das pessoas se expressarem e de reivindicarem o espaço público. O foco da associação passou pelo crescente apoio à comunidade LGBTI mais vulnerabilizada pela pandemia e que viu serviços, por exemplo, consultas médicas serem adiadas ou que tem mais dificuldade em encontrar uma casa segura ou trabalho.

Um trabalho de Leandro Morgado para o site dezanove.pt - notícias e cultura LGBTI em português para ver aqui: 

 

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