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Nem na mata se encontram histórias assim

“O Pecado de João Agonia” de Bernardo Santareno em cena no Porto

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Uma das peças mais censuradas após a sua publicação e uma das poucas no século XX que, a nível mundial, reflecte sobre questões ligadas à homossexualidade no seio familiar estará em cena no TeCA (Porto), trata-se de “O Pecado de João Agonia” de Bernardo Santareno.

 

Nesta operação de resgate das palavras do pseudónimo literário de António Martinho do Rosário, iniciada com a produção de A Promessa, em 2017. É feita justiça à voz de um dos mais importantes dramaturgos portugueses do século XX ao mesmo tempo que investe na revivificação da memória de um clássico contemporâneo. 

João Cardoso, director artístico da ASSéDIO, que encenou "A Promessa", é o encenador desta nova incursão no território de um dramaturgo que praticou uma “poética de raízes”. 

"O Pecado de João Agonia" data de 1961 e trata-se de um conjunto de peças onde Santareno afirma uma estratégia de oposição a um sistema opressivo, problematizando aspectos de natureza sexual (a homossexualidade) e questões de natureza religiosa (o pecado, o sacrifício). Trata-se de uma obra universal pelas ferramentas de discriminação.

Este incitamento a uma espécie de “desobediência dos dogmas” é aqui vivido no interior de um apertado círculo comunitário – um “lugarejo serrano e primitivo”, o Portugal salazarento, país que ainda é o nosso. Lugar onde o “vento queima” e o céu se enche de pássaros pretos na noite do crime. “Não vás, João Agonia! Foge, foge!”

A peça está catalogada para maiores de 12 anos, conta do interpretações de Ângela Marques, Benedita Pereira, Daniel Silva, Inês Afonso, Cardoso, João Cardoso, João Castro, Pedro Galiza, Pedro Quiroga Cardoso e Ruben Pérola e está em exibição de 11 a 21 de Novembro no Teatro Carlos Alberto, no Porto. Os bilhetes custam 10 euros. 

 

 Marta Pimentel Santos