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Opus Diversidades apela à doação de sangue esta sexta-feira no ISPT

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No início do ano, dirigindo-se ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), Bruno d’Almeida tentou exercer o seu direito de doar sangue. Viu-se impedido de o fazer, tendo ouvido de um técnico de saúde, e posteriormente de uma médica, que “homens que fazem sexo com homens não podem doar”. 

O caso foi amplamente divulgado pelos média, levou à abertura de um inquérito no ISPT e o caso das dádivas de sangue por parte de homossexuais voltou a ser debatido, inclusive, no Parlamento.

Há cerca de duas semanas, Bruno de Almeida voltou ao ISPT, voltou a tentar doar sangue e consegui. Nas análises o resultado não podia ser mais evidente: “As suas análises estão normais. Esperamos por si a partir de 06-06-2021”

A associação Opus Diversidades (anteriormente desigada Opus Gay) considera “esta recusa, atroz, infundada e demagógica, resulta do preconceito e homofobia já característicos do IPST. Há profissionais de saúde que, sem qualquer base científica, contrariando legislação e normas das autoridades de saúde nacionais, e as declarações da própria Presidente do IPST, perpetuam estigmas, recusam o exercício de um dever, ou tentam demovê-lo o mais possível, aparentemente sem qualquer consequência, ética, deontológica ou disciplinar, e perante o silêncio cúmplice das autoridades responsáveis, que não contrariam nem denunciam essas práticas ilegais.”

“A recusa em aceitar dádivas de homens homossexuais ou bissexuais, para mais na situação pandémica em que vivemos, além de ilegítima é criminosa” considera Hélder Bértolo, actual Presidente da Opus Diversidades.

Esta sexta-feira, 19 de Março, a Opus Diversidades parte para a acção. Membros da associação, e todos os que se quiserem juntar, irão tentar doar sangue ao ISPT. “As pessoas LGBTQIA+, incluindo HSH, da Equipa da Opus Diversidades, cumprirão o seu dever cívico de contribuir para a satisfação das necessidades de sangue da comunidade, na próxima 6ª feira. Apelamos a todas as pessoas LGBTQIA+, muitas das quais eram dadoras e deixaram de o ser, ou simplesmente se recusam a doar, devido à discriminação, para que se juntem a nós e mostrem ao IPST que o sangue se distingue por A, B, AB, O e não por LGBTQI+” O ponto de encontro é no próprio Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa - Parque de Saúde de Lisboa - Avenida do Brasil 53, Pavilhão 17, a partir das 17 horas. O sangue não tem orientação sexual.

Recorde-se que de acordo com o Estatuto do Dador de Sangue, «É dever cívico de todo o cidadão saudável contribuir para a satisfação das necessidades de sangue da comunidade, nomeadamente através da dádiva», sendo um acto cívico, voluntário, benévolo e não remunerado.

 

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