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Passing: "Ser ou ser genuíno, eis a questão"

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As questões de identidade, cor da pele, racismo e família são algo que não só definem uma pessoa como influenciam toda a sua vida, a sua maneira de estar na comunidade, as suas aspirações, lutas e objectivos, sendo que todos estes factores vão-se alterando e evoluindo ao longo do tempo conforme certos encontros, desencontros e outras questões vão surgindo.

Ora tudo isto é algo demasiado complexo e genérico,no entanto são poucos os filmes que conseguem transmitir uma experiência tão intrínseca aos espectadores de uma forma tão subtil, delicada e impactante. E “Identidade” é sem dúvida um desses filmes. 

A escolha fotográfica e do preto e branco encaixa perfeitamente na narrativa do filme e contribui imenso para a sua história, que é uma adaptação de um livro de Nella Larsen que revela dois percursos de vida diferentes mas que têm mais em comum do que se julga. As interpretações potentes e detalhadas de Ruth Negga e Tessa Thompson elevam ainda mais a história e ambas estas actrizes provam uma vez mais que estão sem dúvida entre as melhores actrizes da sua geração. 

Fiquei pasmado ao descobrir que este filme marca a estreia na realização da actriz Rebecca Hall, pois demonstra desde logo um estilo muito próprio na forma de realizar e uma grandeza que diria tratar-se de alguém que já realiza filmes há anos. É sem dúvida uma grande estreia na realização e estou ansioso para ver os seus próximos filmes. Aconselho vivamente esta obra que é uma produção da Netflix e está disponível na Netflix Portugal, por tudo aquilo que já mencionei e principalmente como este filme nos deixa a reflectir sobre a nossa própria identidade, como nos vemos a nós próprios quando estamos sozinhos e como nos vemos em sociedade e como nos posicionamos e a imagem que queremos ou não transmitir de nós para os outros.

 

André Marques